PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS – Macro Viagens
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BOAS PRÁTICAS PARA VIAJANTES MAIS CONSCIENTES

A Macro Viagens é uma agência que valoriza o Turismo Responsável e Sustentável (estamos inclusivamente num programa de certificação BIOSPHERE Responsible Tourism) e fazemos questão de transmitir a quem viaja connosco aquilo que consideramos serem boas práticas para viajantes mais conscientes. Pode consultar o nosso compromisso com uma Política de Turismo Responsável aqui.

Viajar pode ser uma actividade muito enriquecedora, mas tem impactos negativos muito grandes, a vários níveis (não apenas ambiental).

Desde 2009, segundo a Organização Mundial de Turismo, que tem havido um aumento de 9% de viajantes a cada ano. Em 2000 foram “apenas” 674 milhões, em 2030 estão previstos 1,2 bilião de viajantes internacionais. É por isso cada vez mais importante estarmos conscientes do impacto negativo que o Turismo e fazermos escolhas conscientes quando viajamos.

Se já coisas que não podemos evitar (como as viagens de avião para destinos intercontinentais, transportes locais particulares – no caso das viagens de grupo – e as condicionantes culturais, sociais e políticas dos países de destino), há outras que podemos contornar, alterar e até influenciar positivamente. Nós, como agência de viagens que tem grandes preocupações com o Turismo Responsável, Ético e Sustentável, fazemos uma grande parte (e queremos fazer sempre mais, claro):

  • Escolhemos apenas destinos onde ainda não há uma massificação desmedida do turismo;
  • Estamos profundamente convencidos de que o Turismo é uma força viva ao serviço da paz e que potência crescimento interior, já que permite contacto directo entre homens e mulheres de culturas, modos de vida, religiões e convicções completamente diferentes. Também por isso, nas viagens que organizamos há sempre contacto directo com as populações locais, mas respeitando os costumes e tradições, de forma benéfica para todos;
  • Os nossos programas têm refeições exclusivamente vegetarianas (uma das indústrias mais poluentes do mundo é a da carne, já para não falar no sofrimento animal que daí advém), sempre que possível tradicionais e com produtos do local onde estamos (minimizando também assim os custos para o ambiente que advêm das importações de alimentos);
  • Temos uma grande preocupação com a saúde de quem viaja connosco e por isso temos a tendência para pedir algumas pequenas alterações aos menus (alimentos sem açúcar adicionado, redução do uso de lacticínios – ainda que culturalmente seja difícil contornar esta questão -, redução do uso de sal, etc) e escolher “comida real”, em vez de alimentos processados e artifíciais;
  • Oferecemos experiências locais e de incentivo à preservação da cultura tradicional, não gostamos da cultura-de-museu, mas sim de ver a vida das gentes como ela é, sempre com respeito e preocupação com a preservação das tradições e cultura de cada local;
  • A maioria dos fornecedores com quem trabalhámos são de pequena dimensão (não trabalhámos, por norma, com grandes grupos económicos, queremos que o dinheiro que pagámos fique nas populações, em negócios familiares, e não vá parar a grandes multinacionais);
  • Sempre que possível, escolhemos fornecedores ligados a associações humanitárias ou religiosas (quer para os alojamentos, quer para as tours que fazemos), contribuindo, assim, de forma directa para apoiar causas sociais;
  • Temos uma grande preocupação com a valorização dos serviços que os nossos fornecedores nos fornecem e, também por isso, fazemos questão de pagar preços justos para todos;
  • Doamos uma percentagem do lucro de cada programa de viagem para uma instituição local. Até agora, já contribuímos para:
    • Helping Hands Organisation (apoio a crianças com autismo, em Kerala, na Índia);
    • Namaste Wings to Fly (apoio a crianças com carências, em Kerala);
    • Bethlehem Abhaya Bhavan Charitable Society (apoio a idosos, em Kerala);
    • Mosteiro de Monjas Budistas (Índia, Himalaias);
    • Escola de Ensino Médio (Índia, Himalaias).
  • Durante as viagens, fazemos sempre outros donativos (nomeadamente para mosteiros);
  • Temos uma grande preocupação em ajudar os nossos fornecedores a serem cada vez mais sustentáveis, partilhando com eles boas práticas e valorizando as mudanças que concretizam, mas respeitando, claro, as limitações que cada um enfrenta;
  • Não fazemos actividades com exploração animal, apenas visitamos animais no seu habitat natural e de forma a não perturbar a sua vida na natureza.

Ao escolher viajar connosco, já está a fazer uma escolha mais sustentável, mas como viajante consciente que esperamos que queira cada vez mais ser, pode também fazer também esforços pessoais  a favor do Turismo Responsável, minimizando assim a pegada negativa resultante das viagens que faz.

Aqui encontra um manual de “Boas práticas para viajantes mais conscientes”, com algumas sugestões que consideramos importantes implementar quando viajar connosco (e que pode também, claro) levar para as suas outras viagens).

SUGESTÕES DE BOAS PRÁTICAS

1 - LEVE UMA GARRAFA DE ÁGUA REUTILIZÁVEL

Como sabe nos países para onde organizamos viagens, não é de todo conveniente beber água da torneira. No entanto, em vários locais por onde passamos, existe água filtrada boa para consumo (nós, organização, damos sempre essas indicações). Assim, se levar a sua garrafinha de água, poderá enchê-la em vez de consumir dezenas e dezenas de garrafas de plástico. Opte por garrafas em aço inoxidável, têm uma maior duração e são de material mais benéfico para a sua saúde.

2 - OPTE SEMPRE POR COMIDA TRADICIONAL

As viagens que organizamos incluem todas (ou quase todas) as refeições. No entanto, vão existir ocasiões onde cada um pode escolher o que quer comer (snacks, por exemplo ou então em restaurantes com serviço buffet, onde por vezes tem também opções não vegetarianas – uma realidade que não conseguimos contornar). Nessas ocasiões, sugerimos que respeite o cariz vegetariano das nossas viagens e continue a optar por comida vegetariana, tradicional e preferencialmente feita com produtos locais. Para além de ser mais saudável, é mais sustentável.

3 - REJEITE PLÁSTICOS DE UTILIZAÇÃO ÚNICA

Nem sempre é fácil, ainda mais nos países para onde organizamos viagens, mas é sempre possível fazermos algumas boas escolhas. Assim, podemos sempre recusar palhinhas (ou até levar a nossa palhinha de casa, em inox), não usar nem levar para casa as miniaturas oferecidas nos Hotéis (shampoo, condicionador, gel de banho etc. – é demasiado plástico para um uso tão pequeno), usar sacos de pano em vez de plástico, não levar balões ou outros brinquedos em plástico para oferecer a crianças, etc.

4 - SEJA CONSCIENTE NAS COMPRAS QUE FAZ

Todos gostamos de trazer recordações das viagens que fazemos, mas é importante ter em mente algumas questões importantes:

  • Não compre em excesso, nem inutilidades;
  • Tenha atenção aos materiais das peças que compra (não adquira objectos em plástico, de marfim, corais, pele de animais,…);
  • Privilegie o comercio tradicional;
  • Questione-se sobre a origem dos produtos que compra;
  • Tenha atenção às embalagens dos produtos que compra – muitos produtos vêm embrulhados em plástico, até produtos ditos ecológicos (!!!);
  • Faça questão de pagar o preço justo;
  • Compre bens duradouros.
5 - SAIBA RECUSAR

Quando nos oferecem algo, a nossa tentação é a de aceitar. Mas é muito importante saber recusar: mapas, flyers, brindes, as já mencionadas palhinhas, etc. O destino destas “inutilidades” é, invariavelmente, o lixo. Por isso, saber dizer “não, obrigado” é muito importante.

6 - LIMITE O PAPEL QUE IMPRIME AO NECESSÁRIO

Claro que há documentos que temos de imprimir (nós, por exemplo, entregamos uma agenda a cada viajante, no primeiro dia da viagem, e aí não há volta a dar, só funciona se for impressa). Mas sempre que conseguirmos contornar as impressões, devemos fazê-lo. Assim, se tem um smartphone e está à vontade com ele, em vez de imprimir as reservas dos voos e a apólice do seguro de viagem, pode levar estes documentos disponíveis para visualização no seu telemóvel.

7 - NÃO DESPERDICE ÁGUA

A água é um bem precioso. Por isso, temos de estar bem conscientes disso e aprender a usar a água de forma consciente. Seja no banho ou quando pede para lhe trocarem as toalhas no alojamento onde está, é importante não esquecer de que a água é um bem escasso. Nos países para onde organizamos viagens, é usual tomar-se banho com dois baldes (um mais pequeno e um grande) e é curioso como essa prática limita mesmo muito o gasto desnecessário de água, enquanto que nós desperdiçamos litros e litros com os duches que tomamos. Não que o tenha de fazer, mas deixamos este exemplo para reflexão.

8 - NÃO PEÇA PARA LIMPAREM O SEU QUARTO TODOS OS DIAS

Normalmente nos locais onde ficamos alojados, só a pedido é que os quartos são limpos e as toalhas e lençóis trocados. A menos que precise realmente, faça um esforço para não pedir que os quartos sejam limpos todos os dias e as toalhas e lençóis trocados diariamente. Na sua casa isso não acontece, porque é que nas férias é preciso que seja assim?!

9 - RESPEITE TODOS OS ANIMAIS (MESMO AQUELES QUE CONSIDERA REPUGNANTES)

Todos os animais, selvagens ou não, devem ser respeitados. Assim, aconselhamos seriamente a não perturbar a vida animal. Isso passa tanto por não tentar fazer festas a animais selvagens (golfinhos, macacos, etc), como por não chamar cães que estão do outro lado da rua e que podem ser atropelados ao atravessar. Também não recomendamos que alimente animais selvagens, isto torna-os dependentes do Homem e altera o seu comportamento natural.

Para além disso, nós consideramos que todos os animais – até aqueles que nos parecem mais repugnantes – têm o direito à vida. Assim, sugerimos que se encontrar algum Ser vivo (barata, insecto, etc), o tente afastar, em vez de o matar. Se precisar de ajuda, peça-nos (o Igor está disponível, já a Diana, ainda está a lutar contra a repugnância que sente por estes bichos que sabe serem inofensivos – ehehe).

Temos uma grande preocupação por não incluir nos nossos programas actividades que não respeitem os animais e estamos sempre prontos para ajudar algum animal que precise, assim esperamos que siga o nosso exemplo.

10 - NÃO TRAGA LEMBRANÇAS DA NATUREZA PARA CASA

Não leve para casa “só uma pedrinha”, “só esta conchinha”, “só esta planta” ou “só este saquinho de areia”. Se todos os viajantes levarem para casa “só isto”, isso poderá ter um grande impacto a longo prazo. Deixe a natureza onde como a encontrou e leve apenas fotografias e memórias como recordações.

11 - NÃO LEVE ROUPA OU PRESENTES PARA DEIXAR

Não leve roupa que já não usa – e que muitas vezes não é sequer usada da nos países para onde viajamos devido às diferenças culturais – para deixar lá.

Não leve doces, nem brinquedos de plástico, balões, etc para oferecer a crianças. Os doces não são benéficos para a saúde delas e o plástico é muito prejudicial para o ambiente. Para além de que isto cria o hábito de “pedir” nas crianças, mal vêm turistas. Nas escolas, favelas, etc que visitamos esse hábito (ainda) não existe e não queremos que isso mude.

Informe-se também antes de oferecer material escolar, há zonas (como é o caso do estado de Kerala, na Índia) onde quem estuda tem acesso a tudo gratuitamente, incluindo material escolar.

Em resumo, a maioria das coisas que oferecemos são inúteis e vão parar em pouco tempo ao lixo, que ainda por cima nestes países, pode ser no chão, na rua, na natureza.

Se quiser ajudar, faça donativos em dinheiro ou géneros a associações credíveis, que se encarregam de ajudar quem precisa, fazendo-lhes chegar bens e dinheiro.

12 - TIRE FOTOGRAFIAS, MAS COM RESPEITO

Não fotografe sem pedir autorização, nem sem falar com a pessoa. É natural que sinta vontade de fotografar, mas pense sempre que são pessoas, que devem ser respeitadas. Não fotografe miséria, não fotografe sem pedir autorização. E no final, mostre sempre a fotografia à pessoa fotografada.

Por outro lado, e especialmente na Índia, toda a gente quer tirar fotografias connosco, porque somos diferentes deles. Assim, quando achar que está farto que lhe peçam se podem tirar uma fotografia consigo, lembre-se que também já os quis – e quer – fotografar.

13 - NÃO DÊ ESMOLAS (ESPECIALMENTE NAS GRANDES CIDADES)

Em alguns países, como na Índia e outros, existe um grande negócio à volta da mendicidade. A maioria das pessoas que estão a pedir – nas grandes cidades – são explorados por organizações.

Para além disso, muitos daqueles que pedem nas ruas são crianças.  Ao contribuirmos para que ao fim do dia levem dinheiro para casa, estamos a fazer com que a possibilidade de irem à escola, seja cada vez menor.

Não contribua para estes “negócios”, se quiser dar, faça donativos a instituições credíveis não governamentais ou religiosas. Ou então, ofereça comida, mas comida que não possa ser devolvida ao supermercado em troca do dinheiro ou vendida.

14 - NÃO DÊ GORJETAS DESPROPORCIONAIS AOS SERVIÇOS PRESTADOS

Parece estranho, mas não é. Nós explicamos: dar gorjetas demasiado elevadas, faz com que as populações locais se habituem a inflacionar os preços para os turistas e desequilibra a economia. Se fizer uma viagem de Tuk Tuk de Rs.200 e der Rs.100 de gorjeta, isso não é equilibrado.  Já dar Rs.20, está dentro do que é suposto.

Pagar os preços justos, é equilibrado e nós somos a favor disso. Não somos apologistas de regatear, para além do que é suposto nestas culturas. Dar a mais, tem impacto na cultura e na mentalidade das populações.

Vamos a um exemplo prático? Imagine que trabalha como taxista cá em Portugal, faz uma viagem de 15€ e recebe 10€ de gorjeta, o quão esquisito isso seria?!

Dar 10% ou 15% de gorjeta do valor pago, é normalmente o mais equilibrado.

15 - RESPEITE A CULTURA E TRADIÇÕES LOCAIS

“Em Roma, sê Romano”, é por este ditado que nos regemos. Assim, pedimos a todos os viajantes que respeitem a cultura e tradições locais e que tentem não fazer julgamentos, mas perceber as diferenças e não ter comportamentos que possam chocar.

Isto reflete-se na roupa que pedimos que usem (que no caso das mulheres deve cobrir pernas, peito e ombros e não deve ser reveladora, especialmente na Índia), no respeito pelos costumes locais (na Índia e no Sri Lanka não é usual haver manifestações de carinho em publico entre casais, come-se com colher ou com a mão direita,…), nos templos, ashrams e mosteiros, devemos ter uma actitude respeitadora e introspectiva e seguir as indicações que nos forem dadas, ainda que muitas vezes nos pareçam estranhas. Aproveite para cultivar o não julgamento.

16 - PARTICIPE NAS SEVAS (SERVIÇO ABNEGADO)

Tentamos incluir em todos os nossos programas de viagem momentos de Seva / Karma Yoga. Seva / Karma Yoga é serviço abnegado, ou seja, é trabalho voluntário, é o acto de servir, sem esperar nada em troca, livre da expectativa de reconhecimento, resultados e atenção. Tradicionalmente dedica-se a Seva / Karma Yoga ao mestre, ao guru ou a Deus. Esta prática beneficia tanto quem pratica, como quem usufrui. Não é obrigatório que participe, claro, mas é benéfico.

As actividades de Seva / Karma Yoga, podem passar por recolher lixo na praia, por fazer actividades com crianças, ajudar na construção de uma Stupa, plantar árvores, limpar um mosteiro, lavar a louça,… as possibilidades são  várias e sempre diferentes. Em cada programa de viagem sugerimos algumas, de acordo com as necessidades que encontramos.

17 - APOSTE EM MEDIDAS DE COMPENSAÇÃO

Para compensar o impacto negativo de viajar, poderá optar por algumas medidas de compensação. Plantar árvores é sempre uma boa ajuda para o planeta. Sabia que por cada viagem à Índia de cerca de duas semanas, só pelo impacto dos voos internacionais, mesmo sendo a viagem vegetariana, terá de plantar 2 árvores? Já se a viagem não fosse vegetariana, teria de plantar entre 4 a 6 árvores, dependendo do tipo e quantidade de carne consumida.

Nós, como agência de viagens, estamos a trabalhar também em medidas de compensação, a serem implementadas brevemente, para já pode ajudar o planeta plantando árvores.

Para além destas recomendações, existem outras, mais “convencionais”, que felizmente queremos acreditar que na nossa cultura já estão quase completamente enraizadas, como: não deitar lixo para o chão (nem beatas de cigarro que não se degradam facilmente), não desperdiçar comida (pedir apenas o que conseguimos comer ou levar para comer / doar as sobras), não deitar fora garrafas de água ainda com água (podemos usar essa água para regar plantas ou lavar os dentes), não deixar luzes, ventoinhas ou ar condicionado ligados no quarto sem ninguém lá dentro, confirmar se as torneiras estão bem fechadas e se não estão a pingar, não usar elevadores para subir ou descer apenas um andar, não chamar um táxi ou tuk tuk / Auto Rickshaw para uma distancia pequena, ir, ao invés, a pé.

Para sermos cada vez mais sustentáveis – quando viajamos e não só – temos de estar atentos e conscientes. Lembre-se sempre de que cada pequeno acto ou escolha que faz, conta. E de que é mesmo muito importante estarmos lúcidos, a todo o momento. Este é um trabalho contínuo de cada um, inclusive nós, Macro Viagens. Não somos – longe disso! – perfeitos, mas queremos estar cada vez mais conscientes.