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	<title>Macro Viagens</title>
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	<description>Viagens espirituais para a Índia e muito mais</description>
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	<title>Macro Viagens</title>
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		<title>1# Como a Tailândia transformou a minha vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diana Chiu Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Oct 2023 12:51:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[mudar de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Tailândia]]></category>
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					<description><![CDATA[Crónica de Diana Chiu Baptista Tinha vinte e tal anos quando viajei pela primeira vez para a Ásia, mais precisamente para a Tailândia. Antes, tinha estado apenas na Europa ou em locais turísticos do Brasil, México, República Dominicana. Nunca tinha visitado um país com uma cultura tão diferente. Ainda por cima&#8230; fui sem nada marcado [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crónica de Diana Chiu Baptista</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tinha vinte e tal anos quando viajei pela primeira vez para a Ásia, mais precisamente para a Tailândia. Antes, tinha estado apenas na Europa ou em locais turísticos do Brasil, México, República Dominicana. Nunca tinha visitado um país com uma cultura tão diferente. Ainda por cima&#8230; fui sem nada marcado a não ser os voos internacionais e a primeira noite em Bangkok. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Começo esta série de crónicas &#8211; se não forem quinzenais, pelo menos espero que sejam mensais &#8211; com a minha primeira grande viagem, a que me levou a conhecer outras culturas mesmo diferentes da minha, a ter o primeiro contacto com o Budismo e&#8230; me trouxe uma enorme lição que, pode-se dizer, mudou a minha vida. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Três semanas na Tailândia de mochila</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aterrei na Tailândia com uma mochila demasiado cheia, tão pesada que quase não a conseguia carregar. Levei excesso de coisas, mas também alguns medos. Trouxe muitas mais coisas e uma vontade enorme de conhecer a Ásia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apaixonei-me pela Tailândia, pelas pessoas, pelas cores, pelo ritmo da vida, pela natureza, cultura, espiritualidade, pela comida, praias, vilas e cidades. Ao ponto de ter equacionado &#8220;como vou conseguir voltar ao meu mundo tão cinzento?!&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram três semanas a viajar de norte a sul da Tailândia, sem planos, a ir conforme ouvia dizer que valia a pena. Estive na floresta, a dormir em aldeias de tribos, andei de elefante (coisa que hoje em dia não faria), mergulhei no mar quente das praias mais bonitas que já tinha visto, fiz compras e mais compras que nem sei como consegui trazer tudo na mochila, dormi pela primeira vez uma noite num comboio, fiz massagens, comi em mercados, fiz caminhadas na natureza, andei de barco, visitei templos e mais templos e&#8230; tive o primeiro contacto com o Budismo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um livro que mudou a minha vida</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Foi num templo no norte da Tailândia que, curiosa em saber mais, comprei um livro sobre Budismo. Li-o em poucos dias. Não sei o nome. Mas ficou-me para sempre marcada uma questão que foi abordada no livro e que nunca tinha antes pensado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse livro que descobri na Tailândia falava sobre a importância de termos um meio de subsistência ético e explicava o que eram meios de subsistência éticos e não éticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na altura, refleti bastante sobre esse assunto e concluí que eu não tinha um meio de subsistência ético. Quer dizer, socialmente tinha: trabalhava numa agência de comunicação, para marcas de moda e beleza, não fazia nada considerado errado ou de ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a um nível mais profundo o meu trabalho não era benéfico: através de certas técnicas de comunicação e de relações públicas, incentivava o consumo de produtos que as pessoas não precisam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comecei a sentir que ajudava empresas muito pouco responsáveis a fazerem mais e mais e mais dinheiro, à custa de muito sofrimento humano, ambiental e animal. E essa reflexão entristeceu-me.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O reverso da medalha é que essa tristeza transformou-se numa alavanca que se manteve mais ou menos presente durante todos os mais de 8 anos que se passaram até mudar de vida profissional. Durante esse tempo fui dando pequenos passos para que um dia pudesse ter meio de subsistência que fosse de encontro aos meus valores. E esse dia chegou em 2017 com a <a href="https://ilovebio.pt/a-macro-viagens-ja-esta-online/" target="_blank" rel="noopener">Macro Viagens</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora em 2024 <a href="https://macroviagens.pt/viagem-a-tailandia/">vou levar um grupo à Tailândia</a>, para uma viagem espiritual muito diferente dos programas convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Estas crónicas fazem parte das newsletters quinzenais que enviamos. Se quiser fazer parte da mailing list é só subscrever <a href="https://macroviagens.pt/e-books/">aqui</a> e ainda recebe um e-Book gratuito!</em></p>
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		<title>A constante necessidade de estar ocupado como fonte de insatisfação</title>
		<link>https://macroviagens.pt/necessidade-de-estar-ocupado-fonte-de-insatisfacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Chiu Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2020 17:30:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dharma]]></category>
		<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[insatisfação]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Internos]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando não estamos a dormir, normalmente a nossa forma de operar nesta vida resume-se a estar ocupado: estamos sempre a fazer alguma coisa, imersos em actividades, temos sempre alguma tarefa para desempenhar, um objectivo para alcançar. Afinal, como diz o ditado, “parar é morrer”. Mas será isto fonte de satisfação ou, na verdade, fonte de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Quando não estamos a dormir, normalmente a nossa forma de operar nesta vida resume-se a estar ocupado: estamos sempre a fazer alguma coisa, imersos em actividades, temos sempre alguma tarefa para desempenhar, um objectivo para alcançar. Afinal, como diz o ditado, “<em>parar é morrer</em>”. Mas será isto fonte de satisfação ou, na verdade, fonte de insatisfação?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa existência não fica completa se de repente pararmos, se não produzirmos, se não nos distrairmos (temos, até, <a href="https://macroviagens.pt/onde-reside-a-origem-de-todo-este-medo/" class="rank-math-link">medo</a>, se isso acontecer). Gastamos o nosso tempo em inúmeras tarefas: trabalho, carreira, cuidar da casa, tarefas relacionadas com os filhos e família, lazer, convívio, entretenimento dos mais variados tipos,<em> </em>estatuto e prestigio, cuidados com a nossa aparência, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos numa Era em que são tantas as possibilidades de entretenimento: desde <em>Netflix</em>, aos jogos de futebol, vídeo jogos, saídas com amigos, viajar, decoração, cozinhar, desporto, redes sociais,&#8230; e por aí fora. Difícil é não ter nada para fazer.  Quando estamos exaustos, mergulhamos no entretenimento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O nosso funcionamento de base é de alguém que tem a necessidade de estar ocupado, alguém que está em constante movimento, mas também em constante insatisfação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O verdadeiro problema: os movimentos descontrolados da nossa mente</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento físico está naturalmente ancorado no movimento mental. A nossa mente está habitualmente perdida num sem número de inquietações, receios, expectativas, nalguma ideia interessante do que fazer a seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Habituámo-nos a ter o nosso intelecto, tal como um motor que nunca pára,  em constante actividade, incessantemente, até que a morte chegue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo facto de estarmos constantemente perdidos nos afazeres desta vida, nesta obsessão pelo movimento mental e físico &#8211; diria mesmo vício &#8211; , a paragem que vivemos hoje, devido à pandemia, traz-nos grande inquietação, depressão, uma série de estados mentais negativos, uma ainda maior insatisfação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E com o que é que normalmente colmatamos a falta de estímulos, a insatisfação? Habitualmente com substitutos (mais <em>Netflix</em>). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não estamos aptos a pura e simplesmente existir sem desempenhar uma acção, seja ela mental ou física. Sem estímulos, há algo que desperta dentro de nós, que nos corrói e nos causa inquietação e insatisfação e, em alguns casos, provoca um enorme sofrimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual será a verdadeira causa dessa insatisfação?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Então a pergunta que se coloca aqui é “Porquê?”, porque é que isto acontece? Será que está no nosso ADN este modo de operar? Será que estamos biologicamente bloqueados, que é apenas assim que as coisas são?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa análise dos exemplos que temos à nossa volta &#8211; porque aparentemente todos somos assim -, a tentação será responder “sim, parece que estamos condenados à insatisfação constante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bom, é minha convicção &#8211; pelo que tenho investigado &#8211; que isto não tem de ser assim. Creio que podemos colocar uma hipótese diferente para a causa. Podemos olhar para esta constante necessidade de movimento mental e físico meramente como um “vício”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa reacção à ausência de estímulos é muito semelhante à reacção de alguém com uma adição. Por exemplo, alguém com uma adição grande em nicotina, se for impedido de tocar em cigarros passado algum tempo sente desespero. Da mesma forma, se estivermos o tempo suficiente sem estímulos ficamos desesperados. Então, uma hipótese, será tratar isto como se trata um vício. Pode valer a pena testar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De seguida a pergunta lógica será, “mas então faço o quê? Se aquilo que mais me preenche é trabalhar e agora não posso?”. A proposta que se coloca em cima da mesa é a de explorarmos recursos interiores, recursos subjectivos (subjectivos no sentido de serem relativos ao sujeito e não no sentido de serem abstractos), por oposição a recursos focados no objecto exterior.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma revolução do paradigma atual</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Seremos nós capazes de cultivar estados interiores que nos tragam realização e a satisfação que tanto projectamos nos objectos exteriores?  E, se sim, que repercussões poderia isso ter na nossa vida e na vida que dos que nos rodeiam?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O facto de termos uma abordagem focada no objecto, levar-nos-á inevitavelmente ao consumo. Temos que adquirir algo que nos preencha. É a abordagem do caçador/buscador. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O impulso de consumir existe e parece que temos necessidade de obter algo do mundo exterior que nos preencha interiormente, que nos liberte da sensação de insatisfação. Pode ser um objecto específico como um carro, um computador, um novo vestido, ou podem ser também pessoas, cargos ou até ideais. Precisamos de tudo isso para nos sentirmos bem, até da afectividade de alguém. Na verdade, somos completamente dependentes, não somos verdadeiramente independentes, nem livres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por oposição: alguém que cultiva dentro de si qualidades que lhe tragam paz de espírito e realização, não depende de outros. É a abordagem do cultivador. É uma abordagem sustentável que conduz à satisfação, à independência e à liberdade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cessação da fixação com o exterior  para uma maior harmonia global</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos fazer um exercício de imaginação: imaginemos que todos os Seres Humanos tinham dentro deles tudo aquilo que procuravam para se realizar; que subitamente tudo aquilo que esperavam dos objectos exteriores, toda a satisfação que precisavam, estava dentro e não fora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naturalmente que o consumo de recursos deixaria de fazer sentido uma vez que não precisavam mais do que o estritamente necessário. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não haveria sentido em causar sofrimento e matar outros animais para satisfação de um mero prazer sensorial. Não faria sentido acumular fortuna, nem acumular prestígio, nem criar divisões, provocar guerras, desbravar os recursos naturais do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez aí, sim, as verdadeiras causas da sustentabilidade do planeta fossem atingidas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque enquanto acharmos que a fonte da nossa felicidade está no mundo lá fora, haverá sempre a necessidade de ir em busca de. Continuaremos a destruir florestas, a dizimar espécies, a explorar,&#8230; porque é necessário produzir para satisfazer as nossas “necessidades”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se conseguirmos encontrar esses recursos interiores, ao invés de tentarmos obter a felicidade do mundo, seremos aqueles que trazem a sua própria felicidade para o mundo. Não tentaremos retirar do mundo a nossa felicidade, ofereceremos ao mundo a nossa felicidade.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&#8220;<em>Todos os problemas da humanidade advêm da incapacidade do ser humano se conseguir sentar sozinho e silenciosamente, entregue a si próprio num quarto.&#8221;</em> <em>~ Blaise Pascal</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><a href="https://www.ebiografia.com/blaise_pascal/" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Blaise Pascal </a>foi um matemático, escritor, físico, inventor, filósofo, teólogo católico francês do se. XVII</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>4 vantagens de usar o &#8220;chuveirinho&#8221; em vez de papel higiénico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diana Chiu Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 10:23:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[ásia]]></category>
		<category><![CDATA[chuveirinho]]></category>
		<category><![CDATA[chuveiro higiénico]]></category>
		<category><![CDATA[papel higiénico]]></category>
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					<description><![CDATA[A corrida ao papel higiénico, que tem acontecido nesta pandemia um pouco por toda a Europa e América, não acontece na Ásia. Se por cá, o papel higiénico parece ser um bem imprescindível, em países como Índia, Nepal, Sri Lanka, Butão, etc. é completamente desnecessário. Porquê? Porque por e simplesmente nesses países não se usa [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A corrida ao papel higiénico, que tem acontecido nesta pandemia um pouco por toda a Europa e América, não acontece na Ásia. Se por cá, o papel higiénico parece ser um bem imprescindível, em países como Índia, Nepal, Sri Lanka, Butão, etc. é completamente desnecessário. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Porquê? Porque por e simplesmente nesses países não se usa papel higiénico. Em alternativa, usa-se o famoso <em>chuveirinho</em>, um chuveiro higiénico, muito mais prático e ecológico. Na falta dele, usa-se um pequeno balde com água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por cá, tradicionalmente temos o bidé, que cumpre a mesma função, mas que ocupa muito mais espaço e não é tão prático. Mas em  muitas casa o bidé foi abolido, ou deixou de ser usado.</p>



<figure class="wp-block-gallery aligncenter columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="700" height="394" src="https://macroviagens.pt/wp-content/uploads/2020/04/chuveirinho-700x394.jpg" alt="Chuveirinho Higiénico" data-id="7052" data-full-url="https://macroviagens.pt/wp-content/uploads/2020/04/chuveirinho.jpg" data-link="https://macroviagens.pt/vantagens-do-chuveirinho-em-vez-de-papel-higienico/chuveirinho/" class="wp-image-7052" srcset="https://macroviagens.pt/wp-content/uploads/2020/04/chuveirinho-700x394.jpg 700w, https://macroviagens.pt/wp-content/uploads/2020/04/chuveirinho-300x169.jpg 300w, https://macroviagens.pt/wp-content/uploads/2020/04/chuveirinho-768x432.jpg 768w, https://macroviagens.pt/wp-content/uploads/2020/04/chuveirinho-800x450.jpg 800w, https://macroviagens.pt/wp-content/uploads/2020/04/chuveirinho.jpg 1280w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></li></ul></figure>



<h1 class="wp-block-heading">A minha história com o <em>chuveirinho</em></h1>



<p class="wp-block-paragraph">Quando comecei a viajar para a Ásia, acho que nem reparei na existência do tal chuveiro higiénico, que está sempre ao lado da sanita. E só há pouco tempo é que percebi que também existe outra versão: o <em>chuveirinho</em> incorporados na sanita, sem mangueira do lado de fora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao início, o <em>chuveirinho</em> pareceu-me horrível e nem sequer lhe dediquei muita atenção. Continuava a usar papel higiénico e quando não havia comprava (ainda por cima, como é só usado por turistas, é caro).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o chuveiro higiénico continuava sempre lá&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até que uma vez, na Índia, fiquei doente e passei alguns dias com uma diarreia brutal, a entrar e a sair da casa de banho, de meia em meia hora. Ao início, usava papel higiénico (acho que gastei uns valentes rolos), até que&#8230; desisti de estar sempre a pedir à recepção do hotel que trouxessem papel higiénico e resolvi começar a usar o <em>chuveirinho</em> (então com diarreia, é muito mais higiénico).</p>



<p class="wp-block-paragraph">E&#8230; fiquei rendida. Não deixei logo de usar por completo papel higiénico, até porque tinha esse hábito enraizado, mas passei a usar só se houvesse disponível. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uns tempos, nas viagens, comecei a usar apenas o cheveiro higiénico, mesmo quando o papel está lá ao lado. E agora até quero instalar um <em>chuveirinho</em> na nossa casa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vantagens do chuveiro higiénico</h2>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1 &#8211; Mais ecológico</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se cada pessoa usar 2 a 3 rolos de papel higiénico por semana, ao fim de 1 ano são mais de 100 a 150 rolos. Por essa ordem de ideias, em Portugal serão gastos cerca 1.000 a 1.500 milhões de rolos de papel higiénico por ano, com todo o impacto ambiental que daí advém!</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Para além do papel em si, do rolo de cartão, ainda há o plástico que envolve os rolos, a tinta que está no plástico com o nome da marca, o transporte, a produção, etc. etc. etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E parece haver uma grande resistência ao papel higiénico reciclado: os estudos dizem que mais de 98% do papel higiénico vem de florestas virgens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já quem usa o <em>chuveirinho</em> ou bidé, precisa apenas do equipamento em si, que dura uma vida, e de uma pequena quantidade de água por utilização.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2 &#8211; Nunca mais&#8230; &#8220;ups traz-me papel&#8221;</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quantas vezes estamos na casa-de-banho e&#8230; <em>ups</em>, falta papel higiénico. Com o cheveiro higiénico ou o bidé isso nunca mais acontece. 🙂</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3 &#8211; Mais higiénico</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando sujamos as mãos, lavamos ou limpamos com um papel? Lavamos, claro. Porque ficam muito mais limpas. O mesmo se aplica a todas as outras partes do corpo: é muito mais higiénico lavar com água, do que com papel. Ainda por cima o <em>chuveirinho </em>tem um jacto forte, regulável, tal como a maioria dos bidés.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4 &#8211; Evita entupimentos da canalização</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">É muito mais fácil entupir uma canalização com papel higiénico do que com água. Mais uma vantagem do chuveiro higiénico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como usar o <em>chuveirinho</em>?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esta era uma questão que me fazia um bocado de confusão ao início: como usar o <em>chuveirinho</em>? Mas a verdade é que é só experimentar (é intuitivo). E é igual à forma como se usa o bidé (com a vantagem de não ter se de sair da sanita).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>chuveirinho</em> tem um jacto que pode ser regulado, é só apertar com mais ou menos pressão e normalmente usa-se também uma mão (como quando lavamos as mãos). De resto é tal e qual como num bidé, mas noutro formato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma questão que <a href="https://www.macroviagens.pt" class="rank-math-link">nas viagens</a> me colocam frequentemente quando digo qu o <em>chuveirinho</em> é muito mais prático: mas e depois, como se seca? Algumas pessoas &#8211; como eu &#8211; não fazem nada, por e simplesmente vestem-se e já está. Outras, secam-se com alguns pedaços de papel higiénico. E algumas usam uma toalha de bidé.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como instalar um chuveiro higiénico?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem quem bidé e quer deixar de usar papel higiénico, a questão está resolvida. Mas para quem não tem bidé, pode-se instalar facilmente o chuveiro higiénico: é só colocar um transformador (<em>mixer</em>) na torneira que alimenta o autoclismo, comprar o equipamento numa loja especializada (<a href="https://www.leroymerlin.pt/Produtos/Casa-de-banho/Solucoes-de-duche/chuveiros-higienicos" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">por exemplo aqui</a>) e instalar. Há vídeos no YouTube que explicam como fazer a instalação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também existe uma versão do <em>chuveirinho</em> que vem acoplada à sanita, mas eu pessoalmente prefiro a outra, a mais comum, que tem a mangueira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chuveiro higiénico é mesmo como diz o ditado: primeiro estranha-se, depois entranha-se!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vamos experimentar o <em>chuveirinho</em> (e conhecer outra cultura)?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quem viajar connosco (se quiser) vai experimentar o <em>chuveirinho</em> higiénico ao vivo e a cores. Nos locais onde ele é típico! </p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos vários programas para a <a href="https://macroviagens.pt/himalaias-indianos/" class="rank-math-link">Índia</a>, <a href="https://macroviagens.pt/sri-lanka/" class="rank-math-link">Sri Lanka</a>, <a href="https://macroviagens.pt/nepal-butao/" class="rank-math-link">Nepal e Butão</a>, países onde existe papel higiénico, claro, mas onde ele é usado apenas pelos turistas. A população local, de todas as classes sociais, usa o <em>chuveirinho</em>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se quiser conhecer a Índia, mas estiver com algum receio do choque cultural, o nosso programa à <a href="https://macroviagens.pt/india-ayurveda/" class="rank-math-link">Índia Sul</a> pode ser o ideal. É que o sul da Índia é muito menos caótico do que a maioria dos outros estados (e bem mais limpo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale mesmo a pena conhecer estes países com culturas tão diferentes da nossa. São normalmente viagens transformadoras e que nos fazem questionar as nossas certezas e crenças e colocar em perspetiva os nossos problemas.</p>
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		<title>3 dicas para poupar em comunicações no estrangeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diana Chiu Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2020 20:37:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Recursos para Viajantes]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicações no Estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Poupar em Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Roaming]]></category>
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					<description><![CDATA[Ainda me lembro bem da época em que ia duas e três semanas para fora, ainda não existiam SmartPhones como agora e conseguia &#8216;desligar&#8217; completamente. Quando queria telefonar, usava um telefone público, quando tinha de aceder à Internet, ia a um cyber café. Hoje não é tão fácil desligarmos completamente, fazer comunicações no estrangeiro tornou-se [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Ainda me lembro bem da época em que ia duas e três semanas para fora, ainda não existiam <em>SmartPhones</em> como agora e conseguia &#8216;desligar&#8217; completamente. Quando queria telefonar, usava um telefone público, quando tinha de aceder à Internet, ia a um<em> cyber café</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje não é tão fácil desligarmos completamente, fazer comunicações no estrangeiro tornou-se mais fácil, mas pode sair muito caro. Por isso mesmo, explicamos tudo sobre<em> roaming</em> na UE e fora da UE e damos três dicas muito eficazes para pouparem em comunicações no estrangeiro e acesso à Internet, se estiverem fora da UE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E não nos esquecermos de quem tem de fazer chamadas para pessoas que não estão familiarizadas com o universo dos <em>WhatsApps</em> e afins. Indicamos a mesma aplicação que nós usamos, de onde é possível fazer chamadas mesmo muito baratas. Nós, que por vezes estamos fora da UE dois e três meses seguidos, desde que passamos a usar essa App, temos poupado centenas de euros em chamadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Roaming na UE</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem ainda não sabe, o <em>roaming</em> é gratuito e automático na União Europeia. Ou seja, em viagens para outro país da UE, não se tem de pagar nenhuma taxa adicional para chamadas ou mensagens escritas (SMS) &#8211; efectuadas ou recebidas &#8211; para números nacionais (fixos ou móveis). Por isso não têm de se preocupar em poupar em comunicações no estrangeiro porque é como se estivessem em Portugal.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização de dados móveis também não tem custos extra (mas existe um limite de dados que se pode usar em <em>roaming</em>, no meu caso 10 GB &#8211; mas depende do tarifário). </p>



<h2 class="wp-block-heading">Roaming fora da UE</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em viagens para fora da UE, os preços a pagar em <em>roaming</em> podem chegar a ser proibitivos. E o pior é que se paga pelas chamadas efectuadas e SMS&#8217;s enviados, mas também pelas chamadas recebidas. A única excepção são os SMS&#8217;s recebidos, que &#8211; felizmente &#8211; não têm nenhum custo. Quanto aos dados móveis, é para esquecer: são mesmo muito caros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, antes de uma viagem para fora da UE, se querem poupar em comunicações no estrangeiro, devem sempre:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Confirmar com a vossa operadora se o <em>roaming</em> está disponível no país de destino;</li><li>Perguntar se o <em>roaming</em> nesse país é automático e no caso de não ser, como proceder para solicitar a activação;</li><li>Pedir informações sobre as tarifas praticadas em <em>roaming</em>.</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Mas como poupar em comunicações no estrangeiro (fora da UE)?</h3>



<h4 class="wp-block-heading">1 &#8211; Usar sempre <em>wi-fi</em> e nunca os dados móveis</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Quando chegarem ao destino, desliguem imediatamente os dados móveis e liguem-nos só em caso de emergência;</li><li>Nos aeroportos costuma haver <em>wi-fi</em> gratuito (se não ilimitado, pelo menos alguns minutos), aproveitem para dizer que chegaram bem via aplicações como o <em>WhatsApp</em>, <em>Facebook Messenger</em>, <em>Skype</em>, etc.</li><li>Nos alojamentos, restaurantes, etc. perguntem sempre se têm <em>wi-fi </em>gratuito e aproveitem essa altura para comunicar, consultar <em>e-mails</em>, redes sociais, etc.;</li><li>Se por algum motivo de força maior tiverem ligar os dados móveis do vosso cartão português, antes de o fazerem, desactivem a permissão das aplicações que não vão precisar de usar para não gastarem tantos dados (por ex., a descarregar <em>e-mails</em>).</li></ul>



<h4 class="wp-block-heading">2 &#8211; Adquirir um cartão SIM local</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre que viajamos, tiramos um SIM local. No nosso caso isso é muito importante pois trabalhamos <em>online</em> e durante as viagens com grupos temos de fazer inúmeros telefonemas para os fornecedores locais. Eu tenho dois telemóveis &#8211; um para o meu SIM português e outro desbloqueado para os SIM&#8217;s locais &#8211; e o Igor tem um telemóvel dual SIM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se sabem de antemão que, tal como nós, vão precisar de aceder com muita frequência à Internet, equacionem tirar um cartão SIM local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante verificarem antes da viagem, <em>online</em>, qual a operadora que oferece melhores tarifários para turistas. E vejam também o que é necessário para tirar um SIM, para irem prevenidos. Em alguns países as operadoras podem pedir uma cópia do passaporte e, até, uma fotografia tipo passe. Noutros países é tudo digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se podem esquecer de levar um telemóvel desbloqueado (se não tiverem, pode compensar comprar um telemóvel básico barato, em Portugal ou até no destino). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao melhor local para tirarem o cartão SIM, no aeroporto por norma é o local mais caro, mas o processo pode ser mais fácil e compensar. Informem-se em fóruns de viajantes.</p>



<h4 class="wp-block-heading">3 &#8211; Utilizar o Rebtel para chamadas para rede móvel ou fixa</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem precisa de comunicar com pessoas que não usam aplicações como <em>WhatsApp</em>, <em>Facebook Messenger</em>, <em>Skype</em>, etc. ou para quem precisa de ligar para números fixos, como eu, e quer poupar em comunicações no estrangeiro, o <a href="https://rebtel.app.link/JqgtfJ9GY5" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Rebtel</a> é uma aplicação muito económica e prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso estar ligado a uma rede <em>wi-fi</em> ou ter dados móveis para fazer chamadas, mas o custo é mesmo muito baixo, especialmente em chamadas para números fixos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é muito fácil utilizar: faz-se o registo na APP (<a href="https://rebtel.app.link/JqgtfJ9GY5" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>), depois faz-se download da aplicação no telemóvel e carrega-se com créditos, a partir de um cartão de débito ou crédito. 5€, por exemplo, dão imediatamente direito a cerca de 250 minutos para chamadas para números fixos e 15 minutos para redes móveis. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A minha mãe e tia não percebem nada do mundo <em>online</em>. Por isso, quando estou em viagem, para poupar em comunicações no estrangeiro, ligo-lhes sempre do <a href="https://rebtel.app.link/JqgtfJ9GY5" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Rebtel</a> para o número de casa delas, através dos dados móveis do meu SIM local ou de <em>wi-fi</em>. Num mês fora, a ligar-lhes com frequência, nem sequer 5€ gasto. Se elas me ligassem, mesmo sendo mais económico receber do que efectuar chamadas, gastava centenas de euros pelos mesmos minutos, como acontecia antes de conhecer o <a href="https://rebtel.app.link/JqgtfJ9GY5" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Rebtel</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se acharem o Rebtel vos pode ser útil, façam o <a href="https://rebtel.app.link/JqgtfJ9GY5" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">registo com este link</a>. Assim, quando carregarem com pelo menos 1€, nós recebemos uma pequena comissão pela divulgação. Estarão a apoiar o nosso projecto, sem terem nenhum custo. 🙂</p>



<p class="wp-block-paragraph">E se gostaram deste artigo e aprenderam mais sobre como podem poupar em comunicações no estrangeiro e querem saber também como podem poupar em levantamentos e pagamentos no estrangeiro, <a href="https://macroviagens.pt/revolut-poupar-em-pagamentos-no-estrangeiro/" class="rank-math-link">podem ler este post</a>.</p>
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		<title>Remédios caseiros para aliviar os sintomas da gripe</title>
		<link>https://macroviagens.pt/remedios-caseiros-e-naturais-para-aliviar-gripe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diana Chiu Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 13:06:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Natural]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Gripe]]></category>
		<category><![CDATA[Macrobiótica]]></category>
		<category><![CDATA[Remédios Caseiros]]></category>
		<category><![CDATA[Remédios Naturais]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje venho falar de remédios caseiros que podemos usar para aliviar os sintomas da gripe. Estes remédios fazem-se em casa, segundo as indicações da Macrobiótica. Incluo ainda algumas alternativas aos medicamentos químicos convencionais, à venda em lojas de produtos naturais. Os remédios caseiros podem ser usados no dia-a-dia, para fortalecer o sistema imunitário e desintoxicar [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Hoje venho falar de remédios caseiros que podemos usar para  aliviar os sintomas da gripe. Estes remédios fazem-se em casa, segundo as indicações da Macrobiótica. Incluo ainda algumas alternativas aos medicamentos químicos convencionais, à venda em lojas de produtos naturais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os remédios caseiros podem ser usados no dia-a-dia, para fortalecer o sistema imunitário e desintoxicar e também como S.O.S, para aliviar sintomas em caso de doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos a isso? 🙂</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Esfregar o corpo com uma toalha quente</strong> (diariamente)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esfregar o corpo com uma toalha húmida embebida em água quente é uma prática que promove a circulação sanguínea e linfática. Esta prática deve ser feita, se possível, diariamente, já que é uma forma rápida e fácil de eliminar toxinas e gorduras acumuladas, para além de ajudar no fluxo de energia Ki. E é extremamente relaxante!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além disso, com esta prática regular – e claro, com uma alimentação adequada -, a pele do rosto e corpo fica mais bonita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como é que se faz? É simples:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Molhar uma toalha branca, pequena, de algodão em água quente (pode adicionar-se à água sumo de gengibre – opcional)</li><li>Torcer até eliminar o excesso de água;</li><li>Esfregar vigorosamente o corpo até a pele ficar avermelhada, começando pelos pés e subindo até ao rosto;</li><li>Sempre que a toalha estiver fria, mergulhar outra vez em água quente;</li><li>Incidir especialmente nos braços, pernas, pés e mãos.</li><li>Terminar com aplicação de óleo de amêndoas doces em todo o corpo (opcional).</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">O sumo de gengibre (opcional), consegue-se ralando gengibre e, depois, espremendo-o com as mãos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Escalda pés</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mergulhar os pés em água quente e sal marinho grosso antes de dormir, tem excelentes benefícios, especialmente no inverno ou em caso de gripe, e é um dos remédios caseiros mais fácil de pôr em prática. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve-se mergulhar os pés numa bacia com água muito quente e bastante sal marinho grosso durante cerca 10 / 15 minutos, com uma toalha a cobrir até aos joelhos. Pode-se adicionar gengibre (opcional).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Remédios caseiros</h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Creme de Arroz Integral</li><li>Ume Sho Bancha</li><li>Ume Sho Kuzu</li><li>Kuzu</li><li>Emplastro de gengibre ralado</li><li>Compressa de Tofu e Folhas Verdes</li><li>Chá de 3 anos (Kukicha): é o chá principal usado na macrobiótica, pode &#8211; e deve &#8211; ser consumido diariamente</li><li>Chá de Casca de Cebola: para tosse e rouquidão</li><li>Chá de Perpétua Roxa: para a rouquidão</li><li>Chá de Limão e Gengibre: ajuda a estimular a energia do pulmão;</li><li>Chá de Raiz de Lotus: para tosse e expectoração (liberta as mucosidades do corpo)</li><li>Chá de Nabo Ralado: estimula a sudação e a produção de urina</li><li>Chá de Dente de Leão: ajuda o organismo a libertar substâncias tóxicas</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nota: podem aprender a preparar todos estes remédios caseiros no livro &#8220;<a href="http://franciscovaratojo.com/livros/" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Remédios Caseiros</a>&#8221; de Francisco Varatojo (comercializado pela Provida). No site do <a href="https://www.institutomacrobiotico.com/pt-pt" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">IMP &#8211; Instituto Macrobiótico de Portugal</a> também tem muitas receitas. É um pequeno caderno que está sempre comigo, até em viagem, é mesmo muito útil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Bons alimentos para os pulmões</h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Alimentos quentes em vez de frios;</li><li>Arroz Integral como cereal principal;</li><li>Vegetais: Agrião, aipo, cebola, vegetais com rama (cenoura, nabo, cenoura, rabanete), limão, raiz de Lotus;</li><li>Frutas em pouca quantidade, no entanto as Alperces e pêssegos podem ser boas;</li><li>Leguminosas: a leguminosa associada aos pulmões é o feijão de soja preto (deve sempre ser cozinhado com alga Kombu e pode-se fazer com abóbora hokkaido e cebola);</li><li>Sopas com cereais, especialmente millet, arroz integral, e Sopa Miso;</li><li>Eliminar as especiarias, sumos, saladas, refinados, processados, açúcar, carne, ovos e lacticínios.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de necessidade, existem remédios mais naturais &#8211; uma alternativa aos químicos -, à venda em ervanárias e outras lojas de produtos naturais:</p>



<h2 class="wp-block-heading">Outras práticas</h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Gargarejar com água e sal marinho grosso;</li><li>Cebola às rodelas na mesinha de cabeceira: cortar cebola e colocar as rodelas na mesinha de cabeceira do quarto, tem um efeito desinfectante.</li><li>Aplicar no ponto dos pulmões no centro da planta do pé (veja no google imagens a sua localização), um óleo de eucalipto, cânfora ou gengibre, para aliviar a tosse.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Alternativas aos medicamentos convencionais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Estes suplementos naturais (é assim que são designados), estão à venda em lojas de produtos naturais, como ervanárias, etc. São boas alternativas aos medicamentos químicos.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Extrato de Própolis + Equinácia em spray</li><li>Extrato de Própolis em gotas</li><li>Hifader</li><li>Tannenblut D (xarope para a tosse sem açúcar)</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se tiverem interesse nestes tipo de assuntos, podem ler os artigos que escrevi sobre como fortalecer o sistema imunitário (o último está <a href="https://macroviagens.pt/como-fortalecer-o-sistema-imunitario-parte-3/">aqui</a>). 🙂</p>
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		<title>Como fortalecer o sistema imunitário? (parte 3)</title>
		<link>https://macroviagens.pt/como-fortalecer-o-sistema-imunitario-parte-3/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diana Chiu Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 18:33:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Natural]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Jejum]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Imunitário]]></category>
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					<description><![CDATA[O ambiente em que fazemos as refeições, a quantidade de comida que ingerimos e a forma como a mastigamos e a ensalivamos, são factores que contribuem para fortalecer ou enfraquecer o sistema imunitário. E é disso que vamos falar hoje: ambiente à mesa, comer menos, jejum e mastigação correcta. Comer o líquido e beber o [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O ambiente em que fazemos as refeições, a quantidade de comida que ingerimos e a forma como a mastigamos e a ensalivamos, são factores que contribuem para fortalecer ou enfraquecer o sistema imunitário. E é disso que vamos falar hoje: ambiente à mesa, comer menos, jejum e mastigação correcta.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Comer o líquido e beber o sólido</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando eu era pequena, a minha mãe dizia-me sempre para comer o líquido e beber o sólido. Isto significava mastigar 100 vezes &#8211; o que para mim, claro está, era impossível. Mas para ela também (ahah). Brincadeiras à parte, é mesmo importante mastigar muito bem. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas também é importante ser realista e eu vou ser muito sincera: a verdade é que mesmo sabendo disto tudo e tendo crescido numa família com estas preocupações, nunca conheci ninguém que comesse mais rápido do que eu (e que, por conseguinte, mastigasse tão mal os alimentos). Não tenho orgulho nisso e tenho tentado comer devagar e mastigar melhor, mas mesmo assim, não é fácil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer forma, se quiserem fazer o que eu digo e não o que eu faço 🙂 a minha sugestão é:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Para mastigar e ensalivar os alimentos sólidos até que estes se tornem líquidos, se mastigarmos cada garfada 10 ou 20 vezes, é bastante razoável (o Francisco Varatojo recomendava 30). </li><li>O segredo é comer lentamente, cultivar a atenção à refeição e pousar os talheres entre garfadas.</li><li>Não engolir os líquidos vorazmente, mas aquecê-los um pouco na boca, ensalivando-os, até ficarem mornos.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Como Francisco Varatojo escreveu (<a href="https://www.institutomacrobiotico.com/pt-pt/imp/artigos/alimentacao/mastigacao?fbclid=IwAR1zUjL2FcbPpXYeskZp80ALAguvD51xchaEnHG0CQyQ9ZCwB2jXgNKyDNA" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">artigo completo aqui</a>):</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O processo da digestão começa na boca (na realidade, para ser verdadeiramente exacto, começa quando começamos a ver e a cheirar os alimentos) e nesta, por acção da saliva e duma enzima específica existente na mesma, a ptialina, começamos a desdobrar os hidratos de carbono complexos em hidratos de carbono mais simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É essa a razão, pela qual quando mastigamos muito tempo, por exemplo, uma cenoura ou arroz, estes vão ficando cada vez mais doces. Se a digestão na boca se der adequadamente, os alimentos são a seguir digeridos no estômago, onde as proteínas começam a ser desdobradas em aminoácidos, por acção da pepsina e do ácido clorídico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais abaixo, no duodeno, por acção dos sucos pancreáticos e biliares digerimos as gorduras e na fase final da digestão, no intestino delgado, finalizamos a digestão dos diferentes nutrientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que o processo digestivo se dê com uma grande eficácia, é vital que os alimentos sejam bem mastigados e ensalivados; os orientais consideram que a saliva é um líquido fortemente carregado com energia electromagnética e que tem propriedades curativas, pelo que devemos fazer um esforço para ensalivar bem os alimentos ingeridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma mastigação e ensalivação cuidadas trazem enormes benefícios para a saúde.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Começar a comer com calma e mastigar bem alimentos é uma boa ideia, que pode trazer muitos benefícios para o processo digestivo e para o nosso sistema imunitário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Horários das refeições, postura, utensílios e ambiente à mesa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para além da mastigação, os horários a que comemos, o ambiente em que o fazemos, a nossa postura e até os materiais que usamos para o fazer, são muito importantes para a nossa saúde e sistema imunitário. Assim:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O ideal é fazermos as refeições sempre à mesma hora e muito mais cedo do que o tradicional em Portugal: o almoço pelas 12:00 e o jantar nunca menos de 3 horas antes de nos deitarmos (pelas 18:00, seria o ideal).</li><li>Nunca comer em pé, no sofá ou na cama, mas sempre sentado (à mesa ou como os ocidentais, no chão).</li><li>Os utensílios usados à refeição, devem ser de louça ou em bambu, os palheres em inox (ou então pauzinhos &#8211; os <em>hashis</em>).</li><li>A comida deve ser servida de forma cuidada (afinal os olhos também comem).</li><li>O ambiente deve ser organizado, limpo e tranquilo, sem televisão, telemóvel, música, computador, etc.</li><li>A família deve fazer toda a mesma alimentação (podendo adequar as proporções à condição de cada um). E as refeições devem ser tomadas em conjunto.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Comer menos (ou a quantidade certa)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De uma forma geral comemos demais. Na realidade, muitas vezes não comemos para nos alimentarmos (apenas) fisicamente, como suposto. E isso enfraquece o nosso sistema imunitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comemos para saciar a fome emocional, comemos porque é hora do pequeno-almoço, do almoço, do lanche, do jantar, comemos por motivos sociais, por hábito, por vício, porque sim,&#8230; enfim, um sem número de razões não relacionadas com nutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quantas pessoas da sociedade em que vivemos é que conhecemos que tenham morrido de fome?! E se a pergunta for de excesso de comida&#8230;?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal morre-se mais de excesso de comida (e de má alimentação) do que de fome. Mesmo segundo o prisma da medicina convencional muitas doenças estão directamente associadas à alimentação, tais como diabetes, cancro, doenças auto-imunes, obesidade, etc. etc. etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a comida supostamente deveria servir para nutrir o nosso corpo e para nos manter saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posto isto, temos margem &#8211; e motivos mais do que suficientes &#8211; para: comermos em menos quantidade; quando temos realmente fome; alimentos nutritivos. Isso vai-se transformar, sem dúvida, em mais energia, vitalidade, fortalecimento do sistema imunitário, apetite pela vida e força mental. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além disso, ao comermos em demasia, estamos a &#8220;roubar&#8221; comida aos outros. Sim, isto é verdade. E é bastante visível em tempos como os que vivemos actualmente: quem tem mais dinheiro vai ao supermercado e limpa as prateleiras, para armazenar comida em casa. E quem tem menos?!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quantos de nós é que já se preocuparam alguma vez quando iriam ter possibilidade de fazer a próxima refeição?! Isto dá que pensar. Há pessoas no mundo que não sabem quando é que vão voltar a comer. Somos os mais afortunados do planeta, temos uma despensa cheia de comida em casa. Mas isso acarreta uma grande responsabilidade</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao diminuirmos a quantidade de comida que consumimos, estamos a contribuir para que haja mais comida para outros (não só a nível local, mas a nível mundial) e para que o impacto ambiental inerente à alimentação diminua. A nível pessoal, estamos a poupar tempo e dinheiro e estamos a fortalecer a nossa saúde e por conseguinte o nosso sistema imunitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos terminar as refeições antes de estarmos completamente enfartados, deixando algum espaço livre no estômago. E também devemos ouvir o nosso organismo e comer quando temos realmente fome.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O poder curativo e desintoxicante do jejum</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Passar pelo menos 12 horas por dia sem comer, entre o jantar e o pequeno-almoço, e, até, fazer jejum uma vez por semana, são práticas que podem fazer milagres pela nossa saúde física, mental e &#8211; até &#8211; espiritual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas se estas ideias nos parecerem demasiado, podemos começar por deixar de comer entre o jantar e a hora de deitar. Ainda mais agora que, se estivermos em casa, gastamos ainda menos energia do que o habitual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se precisarmos de argumentos: basta pensarmos que quando estamos doentes a recomendação dos antigos é comer pouco e comidas muito simples, para deixar o corpo desintoxicar e curar-se a si próprio. Aliás, muitas vezes quando estamos doentes perdemos o apetite. E não é apenas a nós, humanos, que isso acontece: os animais também fazem jejum quando estão doentes. Quem tem cães em casa, sabe disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Macrobiótica e na Ayurveda e noutras tradições orientais, o jejum é uma prática normalíssima, de purificação espiritual, mental e física. O jejum permite desintoxicar e fortalecer. Na Macrobiótica existe até a famosa dieta dos 10 dias, à base de arroz integral, que eu já fiz várias vezes &#8211; incluindo em criança &#8211; e tem efeitos extraordinários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se estiverem interessados neste tema, pesquisem mais sobre jejum. Os autores George Oshawa, Tomio Kikuchi e Michio Kushi e os ensinamentos da Macrobiótica e Ayurveda explicam muito bem este assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos <a href="https://macroviagens.pt/category/saude-natural/" class="rank-math-link">posts anteriores</a> encontram outras dicas para fortalecerem o sistema imunitário.</p>
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		<title>Revolut: a melhor forma de poupar em pagamentos no estrangeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diana Chiu Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2020 11:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Recursos para Viajantes]]></category>
		<category><![CDATA[Poupar em Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Revolut]]></category>
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					<description><![CDATA[Todos os viajantes &#8211; especialmente os frequentes &#8211; sabem como os custos das taxas de levantamento e outros pagamentos fora da zona Euro podem ser enormes, podendo cegar a dezenas ou até centenas de euros perdidos ao fim de poucas semanas em viagem. Isto porque os bancos convencionais aplicam taxas e comissões muito altas. Mas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Todos os viajantes  &#8211; especialmente os frequentes &#8211; sabem como os custos das taxas de levantamento e outros pagamentos fora da zona Euro podem ser enormes, podendo cegar a dezenas ou até centenas de euros perdidos ao fim de poucas semanas em viagem. Isto porque os bancos convencionais aplicam taxas e comissões muito altas. Mas existem alternativa: os bancos digitais, como o <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uns anos fiz uma viagem para um país da Ásia com uma amiga e fizemos a comparação: ela fez todos os pagamentos e levantamentos com um cartão de débito de um banco convencional e eu usei sempre o <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a>. No final da viagem constatamos que a diferença de um banco convencional para o REVOLUT foi enorme!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, também já me aconteceu tentar fazer um levantamento na Índia, com um cartão da Caixa Geral de Depósitos e bloquearem o cartão por suspeita de fraude. Fiquei 3 semanas na Índia sem conseguir levantar dinheiro nem fazer pagamentos. Segundo a CGD, só seria possível desbloquear o cartão presencialmente&#8230; Por sorte não estava sozinha. Isso não acontece com o <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a>: o próprio utilizador pode desbloquear directamente o cartão na APP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o inicio da Macro Viagens (em 2017) que passámos a usar sempre o REVOLUT, quer durante <a href="https://www.macroviagens.pt" class="rank-math-link">as viagens que fazemos com os grupos</a>, quer quando viajamos só os dois. Actualmente temos duas contas: uma conta Standard &#8211; gratuita &#8211; e uma conta Metal &#8211; paga.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><img decoding="async" src="https://macroviagens.pt/wp-content/uploads/2020/05/Revolut-Metal-700x394.jpg" alt="" class="wp-image-7464"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para um viajante &#8220;normal&#8221;, o plano Standard é mais do que suficiente. Para nós, que viajamos tanto e com tantos pagamentos envolvidos, <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">o REVOLUT plano Metal por 135€/ano e tem sido uma grande mais valia</a>, especialmente por dois motivos: 1) ganhamos até 0,1% de reembolso na Europa e 1% fora da Europa em todos os pagamentos que fazemos com o cartão; 2) podemos levantar três vezes mais no estrangeiro sem taxas do que no plano gratuito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É que fica mesmo muito mais económico fazer levantamentos e pagamentos com o <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a> fora da zona Euro, independentemente do plano. Poupa-se muito em taxas bancárias e em taxas de conversão. E, para além disso, o <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a> tem inúmeras outras vantagens, que explico mais à frente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mas vamos ao início&#8230; afinal o que é o REVOLUT?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a> é uma alternativa bancária digital. Funciona através de uma APP (que é descarregada para o nosso SmartPhone) e tem cartão bancário físico associado. Esse cartão é tal e qual como os dos bancos convencionais, é um cartão de débito da rede MasterCard.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conta abre-se em em apenas alguns minutos, sem ser preciso ir a um balcão ou preencher imensas <em>papeladas</em>. Trata-se de tudo rapidamente, <em>online</em>, através do telemóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para carregar o <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a>, basta adicionar um cartão de crédito ou de débito à aplicação e transferir o valor que quisermos, quantas vezes quisermos. Ou então, pode-se carregar o <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a> através de transferência bancária para o IBAN que está indicado na APP. Nesta última opção, o valor transferido demora 2 ou 3 dias úteis a ficar disponível, mas tem a vantagem da transferência ser gratuita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, é só usar o <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a> para:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Fazer pagamentos de compras e serviços <em>online</em> em líbras, dólares, etc;</li><li>Pagar serviços como o Uber, por exemplo, através das APP&#8217;s; </li><li>Transferir dinheiro gratuitamente entre utilizadores REVOLUT;</li><li>Fazer pagamentos em lojas físicas com o cartão;</li><li>Fazer levantar a moeda local em ATM&#8217;s com o cartão.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O cartão <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a> é aceite em todo o mundo, tal como uma conta e um cartão bancário de débito de um banco tradicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de&nbsp;perda ou roubo do cartão, podem pedir uma segunda via para a morada onde se encontram (chega num prazo de 10 dias).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa situação de emergência, podem pedir a algum amigo ou familiar que tenha <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a> que transfira dinheiro instantaneamente para a vossa conta. </p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><img decoding="async" src="https://macroviagens.pt/wp-content/uploads/2020/05/Revolut-Cartão-700x394.jpg" alt="" class="wp-image-7465"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">11 vantagens do REVOLUT (Plano Standard):</h3>



<ol class="wp-block-list"><li>A conta Standard é gratuita, não tem anuidade nem custos de manutenção;</li><li>Não são cobradas taxas por levantamentos nos ATM até&nbsp;€200&nbsp;por mês (cima deste limite, paga-se uma comissão de 2%, ainda assim muito menor do que a praticada pelos bancos convencionais);</li><li>Estão disponíveis mais de 150 moedas com uma taxa de câmbio aproximada à real, o que não acontece com a maioria dos bancos traduicionais;</li><li>É possível efectuar transferências em 30&nbsp;moedas sem comissões ocultas, nem taxas absurdas;</li><li>Dá para controlar as despesas e todos os movimentos em tempo real através da APP;</li><li>Essa mesma APP oferece mais segurança: em caso de perda / roubo / extravio, pode bloquear o cartão imediatamente e o cartão só funciona se o ATM onde o utilizador estiver a tentar levantar dinheiro corresponder à localização do seu telemóvel (geolocalização):</li><li>Quando o sistema detecta movimentos considerados suspeitos, a APP bloqueia o cartão e faz-lhe a pergunta se fez esse movimento, para poder desbloquear o cartão;</li><li>É possível gerar cartões virtuais para compras <em>online</em>, assim não há risco dos dados do cartão serem usados de forma fraudulenta;</li><li>Consegue-se definir um <em>plafond</em> máximo de gastos mensais;</li><li>É possível configurar pagamentos recorrentes periódicos (ex. pagar a renda de casa);</li><li>Dá para fazer uma poupança com os &#8216;trocos&#8217; : pode-se optar por arredondar todos os pagamentos que se faz para o valor inteiro mais próximo (ex. em vez de 9,50€ passa a ser debitado 10€) e esses  trocos ficam guardados num cofre virtual que pode ser usado em qualquer altura.</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem se estiver a questionar onde vai parar o dinheiro que está no <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a>, se é seguro: segundo a empresa, que só em Portugal tem mais de 300 mil utilizadores, os fundos de todos os clientes estão guardados em contas separadas de um grande banco global. Na sua essência, isto significa que o <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a> nunca empresta nem investe o dinheiro dos clientes (e o banco parceiro também não o faz).</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><img decoding="async" src="https://macroviagens.pt/wp-content/uploads/2020/05/RevolutGratis-700x394.jpg" alt="" class="wp-image-7466"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Como conseguir o cartão REVOLUT gratuitamente?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Plano Standard é gratuito, mas tem o custo do envio do cartão (5,99€). No entanto, se usar <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">este link</a>, poupa esses 5,99€ e nós recebemos uma pequena comissão pela divulgação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atenção porque <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">este link</a> só funciona para novas adesões. O número de telemóvel não pode nunca ter sido associado ao <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a>  e nunca pode ter sido feito o download da APP, para conseguirem o cartão sem os custos de envio.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Para pedirem o cartão gratuitamente, só têm de seguir estes 5 passos:</h4>



<ol class="wp-block-list"><li><a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">Clicar aqui </a>e registar o número de telemóvel;</li><li>Clicar no link do SMS que é enviado e instalar a aplicação;</li><li>Inserir os dados pessoais na aplicação e comprovar a identidade;</li><li>Carregar o REVOLUT com 10€ (é o valor mínimo, mas fica disponível em saldo);</li><li>Encomendar o cartão STANDARD com entrega NORMAL (os cartões são entregues normalmente entre 5 a 10 dias úteis &#8211; por vezes menos).</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Importante: o PIN que no processo de encomenda definiram para o cartão, não é o pin mesmo da APP.</em> <em>De qualquer forma, caso se esqueçam do pin do cartão, podem visualizá-lo na APP (em &#8220;Cards&#8221; / &#8220;View Pin&#8221;)</em>.</p>



<h4 class="wp-block-heading">E depois, como activar o cartão?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Quando receberem o cartão <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a>, que será enviado pelo correio para a morada que indicaram, ele já estará associado à vossa APP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o activarem, devem fazer obrigatoriamente uma compra numa&nbsp;loja física que tenha terminal de pagamento MasterCard&nbsp;(exemplo: hipermercado, restaurante, hotel, etc.), pagando com o cartão. Não serve um levantamento num ATM, para esta primeira operação tem mesmo de ser uma compra uma loja física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando fizerem essa compra, devem estar com o telemóvel ligado aos vossos dados móveis ou <em>wi-fi</em> ou &#8211; se não tiverem acesso à internet &#8211; desactivar a <em>geolocalização</em> na APP antecipadamente. O melhor é fazerem este passo em Portugal, antes de viajarem, para terem a certeza que o cartão fica activo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, estarão a confirmar com a <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a> que receberam o vosso cartão, e todas as funcionalidades serão imediatamente activadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se tiverem alguma questão, deixem-na na caixa de comentários. E se já usam o <a class="rank-math-link" href="https://revolut.ngih.net/macroviagens" target="_blank" rel="noopener">REVOLUT</a>, partilhem as vossas experiências. Se não usam e estão interessados, <a href="https://revolut.ngih.net/planosrevolutmacroviagens" target="_blank" rel="noopener">utilizem este link</a>.</p>
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		<title>Como fortalecer o sistema imunitário? (parte 2)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diana Chiu Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2020 16:48:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Natural]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção Plena]]></category>
		<category><![CDATA[Gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Macrobiótica]]></category>
		<category><![CDATA[Michio Kuchi]]></category>
		<category><![CDATA[Paciência]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Imunitário]]></category>
		<category><![CDATA[Thich Nhat Hanh]]></category>
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					<description><![CDATA[No seguimento do artigo anterior, desta vez venho falar-vos sobre quatro ingredientes extra que podemos usar na cozinha e à mesa: amor, paciência, consciência e&#8230; gratidão. E como isso também pode fortalecer o nosso sistema imunitário. Pode parecer à primeira vista estranho, mas forma como preparamos os alimentos (na cozinha) e a atitude com que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No seguimento do<a href="https://macroviagens.pt/como-fortalecer-o-sistema-imunitario-parte1/" class="rank-math-link"> artigo anterior</a>, desta vez venho falar-vos sobre quatro ingredientes extra que podemos usar na cozinha e à mesa: amor, paciência, consciência e&#8230; gratidão. E como isso também pode fortalecer o nosso sistema imunitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode parecer à primeira vista estranho, mas forma como preparamos os alimentos (na cozinha) e a atitude com que os ingerimos (à mesa) estão relacionados com a nossa saúde. Aliás, a nossa atitude em geral com a vida tem consequências no nosso corpo físico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É verdade que se sabe actualmente que as emoções se reflectem na nossa saúde. Por isso, para fortalecer o sistema imunitário, parece-me claro que temos de cuidar também do nosso corpo não visível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como explica Francisco Varatojo <a href="https://www.institutomacrobiotico.com/pt-pt/imp/artigos/saude" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">neste artigo</a>, &#8220;a saúde tem essencialmente a ver com a forma como nos adaptamos ao meio em que vivemos e somos tão saudáveis quanto a nossa adaptação a factores físicos, emocionais ou sociais se dá de uma forma fluída e graciosa, quando a totalidade do nosso organismo se adapta espontaneamente ao meio circundante com o mínimo de tensão (não sem tensão, mas com a tensão necessária para a actividade que estamos a realizar ou para a situação em que nos encontramos).&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Amor, paciência e consciência na cozinha</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Thich Nhat Hanh, um mestre Zen, diz-nos estas importantes palavras:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A cozinha pode ser um espaço de meditação, quando praticamos a consciência ao cozinhar e a ordenar esse espaço. Podemos decidir executar as nossas tarefas de maneira relaxada e serena, seguindo a nossa respiração e mantendo a concentração no que estamos fazendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se trabalharmos com outras pessoas, podemos trocar algumas palavras, mas apenas sobre o trabalho que está a ser feito. Reserve um bom tempo para cozinhar. Não tenha pressa. Sabendo que nossos corpos e os corpos das pessoas que amamos, dependem da comida que estamos a preparar, cozinhamos alimentos saudáveis com infusões do nosso amor e de nossa consciência plena&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, o que nos é dito é que não basta escolher os melhores ingredientes, prepará-los com os melhores métodos culinários, nos melhores tachos e comer nas proporções correctas se não adicionarmos estes ingredientes à nossa cozinha: amor, paciência e consciência. Se quisermos fortalecer o nosso sistema imunitário, isso faz também parte, embora possa não ser assim tão evidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal como referiu Michio Kushi no &#8216;Grande Livro da Macrobiótica&#8217;, &#8220;tanto a cozinha como o local de refeições deveriam estar arrumados e limpos e em silêncio. E aqueles que as preparam [as refeições], servem e as saboreiam deveriam permanecer em estado de grande paz e harmonia interior.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acto de cozinhar (e de organizar a cozinha e de servir a comida) é pouco valorizado, mas é de extrema importância e pode (e deve) ser, até, um acto meditativo, ao invés de fonte de stress. Afinal, estamos a preparar fontes de nutrição para nós e para aqueles que amamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma ideia que está muito presente na cultura tradicional Japonesa (e possivelmente noutras culturas Orientais) é a dignificação daquele que prepara as refeições para a família. Essa pessoa, normalmente nas sociedades mais tradicionais, a mulher, tem um grande poder. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É ela que escolhe os alimentos, que os prepara, que os cozinha, que dá a fonte correcta ou incorrecta de nutrição a si e aos outros. Através dos alimentos é possível transformar, por exemplo, alguém que está mais Yang, numa energia mais Yin.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>À mesa</strong> no momento presente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Também quando nos sentamos à mesa, é importante tirarmos alguns momentos para tomarmos consciência desse momento (em vez de começarmos a comer distraidamente, como tantas vezes o fazemos). Assim, estaremos a cultivar a atenção plena, conduzindo-nos ao momento presente. Isso é também benéfico para a nossa saúde física e para fortalecer o nosso sistema imunitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É também importante trazer à mente os muitos Seres sofreram e que foram, até, sacrificados (mesmo na alimentação vegetariana) e os muitos outros que contribuíram para que a comida chegasse até nós. É uma enorme cadeia que facilmente fica esquecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como disse Thich Nhat Hanh, &#8220;com apenas um pouco de consciência plena, poderá ver verdadeiramente de onde vem o pão que come. Ele não vem do nada. O pão vem dos campos de trigo, do trabalho árduo e também do padeiro, do fornecedor e do vendedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> No entanto, o pão é mais do que isso. O campo de trigo precisa de nuvens e luz do sol. Portanto, num bocado de pão, há luz do sol, nuvens, o trabalho do agricultor, a felicidade de se ter a farinha, a habilidade do padeiro e ( milagrosamente! ) o pão. O universo inteiro se alinhou para que esse bocado de pão fosse parar às suas mãos. E não é necessário reflectir muito para se chegar a essa conclusão&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É muito importante, também por tudo isto, pararmos antes de começarmos a comer. Não é necessário que seja feita uma oração, podemos apenas tirar alguns momentos para reflectir, respirar tomar consciência do momento presente. Isso permitirá desfrutar devidamente da comida. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Não somos donos do nosso corpo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na vida moderna, tendemos a pensar que somos donos do nosso corpo, que podemos fazer o que &nbsp;quisermos com ele. No entanto, nosso corpo não é apenas nosso. Ele pertence aos nossos ancestrais, aos nossos pais e às gerações futuras. E também pertence à sociedade e a todos os demais seres vivos. As árvores, as nuvens, o solo e todos os seres vivos contribuíram para a presença do nosso corpo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos comer com cuidado, sabendo que somos cuidadores do nosso corpo, em vez de seus donos. Quando comemos, normalmente pensamos. No entanto, podemos desfrutar muito mais se tentarmos não pensar enquanto comemos. Podemos estar atentos apenas à comida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas vezes, comemos sem estarmos atentos a esse facto. A nossa mente não está focada. E quando nossa mente não está focada, nós olhamos, mas não vemos. Ouvimos, mas não escutamos. Comemos, mas não percebemos o sabor da comida. Mergulhamos em um estado de esquecimento, a falta de consciência plena. Para estarmos verdadeiramente presentes, devemos parar de pensar.&#8221; &#8211; Thich Nhat Hanh </p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixo também uma oração deste mestre Zen, que aprendi com Paulo Borges na primeira <a href="https://www.macroviagens.pt/himalaias-indianos" class="rank-math-link">viagem aos Himalaias Indianos</a> que fizemos, e que nunca mais me esqueci: </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;This food is a gift of the earth, the sky, numerous living beings, and much hard and loving work. May we eat with mindfulness and gratitude so as to be worthy to receive this food. May we recognize and transform unwholesome mental formations, especially our greed and learn to eat with moderation. May we keep our compassion alive by eating in such a way that reduces the suffering of living beings, stops contributing to climate changes, and heals and preserves our precious planet. We accept this food so that we may nurture our brotherhood and sisterhood, build our Sangha, and nourish our ideal of serving all living beings.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Thich Nhat Hanh tem uma série de livrinhos, &#8220;Mindfull Essentials&#8221;, dedicados a diferentes temas. Em Dharamsala, na Índia, comprei o &#8220;<a href="https://www.amazon.com/Mindfulness-Essentials-Thich-Nhat-Hanh/dp/1937006727" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">How to Eat</a>&#8220;. É inspirador e ao mesmo tempo tão simples e tão profundo e minucioso&#8230; Se encontrarem à venda algum destes livros (penso que não há em Português), não hesitem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num próximo post, ainda nesta rubrica sobre como fortalecer o sistema imunitário, vou falar sobre o jejum e sobre a mastigação. Através deles podemos até, curarmo-nos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até lá!</p>
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		<title>Como fortalecer o sistema imunitário? (parte 1)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diana Chiu Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 16:58:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Natural]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Macrobiótica]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Imunitário]]></category>
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					<description><![CDATA[Existem inúmeras medidas de prevenção da transmissão do Coronavírus, mas tenho encontrado pouca informação sobre aquela que é a melhor forma de nos mantermos protegidos: fortalecer o sistema imunitário. Este é o primeiro de vários artigos com dicas práticas para fortalecimento do sistema imunitário. Neste primeiro post, deixo algumas sugestões sobre como uma alimentação simples, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Existem inúmeras medidas de prevenção da transmissão do Coronavírus, mas tenho encontrado pouca informação sobre aquela que é a melhor forma de nos mantermos protegidos: <strong>fortalecer o sistema imunitário</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o primeiro de vários artigos com dicas práticas para fortalecimento do sistema imunitário. Neste primeiro <em>post</em>, deixo algumas sugestões sobre como uma alimentação simples, integral e com comida de verdade pode fortalecer a nossa saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações que vou partilhar nesta série de artigos têm por base a minha experiência pessoal com saúde natural, Macrobiótica, Ayurveda e outras tradições. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como alguns sabem, nasci numa família Macrobiótica, tendo feito esta alimentação e estilo de vida desde sempre (claro que com adaptações às diferentes circunstâncias da minha vida). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além da experiência prática (em mim), as formações que fiz &#8211; muitas com discípulos directos de Michio Kushi &#8211; e as (muitas) viagens ao Oriente que tenho feito, têm-me permitido ter contacto com diferentes ensinamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma grande questão: sabemos realmente o que comemos?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando explico o que é a Macrobiótica a alguém que não faz nem de perto, nem de longe o que é este tipo de alimentação, muitas vezes ouço &#8220;ah, mas então eu já faço quase essa alimentação&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo para o leite e para os seus derivados: quantas pessoas acham que não ingerem leite há anos, mas continuam a consumi-lo indirectamente em bolos, pão, produtos processados, etc?!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez nunca como agora seja tão importante reflectirmos sobre se sabemos realmente aquilo que ingerimos e se nos estamos a nutrir convenientemente. Isto se quisermos fortalecer o nosso sistema imunitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos realmente consciência de como é verdadeiramente a nossa alimentação?!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dez dias, um exercício</strong> (e não é a famosa dieta do arroz integral)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma boa forma de começarmos a ter uma real percepção daquilo que ingerimos, é analisarmos minuciosamente aquilo que comemos durante dez dias. Não só os alimentos, mas também todos os seus ingredientes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se acharmos este exercício interessante, podemos anotar tudo aquilo que comemos durante dez dias:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Alimentos (ex. pão com manteiga de amendoim);</li><li>Sub-produtos (os ingredientes que compõem os alimentos que ingerimos);</li><li>As quantidades aproximadas;</li><li>Os horários a que fazemos as refeições;</li><li>Como está a funcionar o nosso sistema digestivo (quantas vezes fomos à casa de banho &#8211; urina e fezes &#8211; e registo da cor, forma, aparência, odor, etc.);</li><li>Estado geral físicio;</li><li>Estados mentais associados (como nos sentimos nesse dia). </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Este exercício de 10 dias &#8211; que é o tempo que demora a renovar o nosso plasma sanguinio e por conseguinte a fortalecermos o nosso sistema imunitário -, pode dar-nos uma visão mais precisa e aproximada à realidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É que muitas vezes a alimentação que realmente fazermos não é exactamente aquela que julgamos fazer. E sem conhecermos realmente o que comemos e os efeitos de cada alimento, não podemos alterar hábitos, nem fortalecer o nosso sistema imunitário.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Precisamos de (re)aprender a comer de forma mais integral e natural</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de analisarmos a nossa alimentação, podemos então fazer as alterações que considerarmos adequadas, de forma mais consciente, partindo de uma base clara e realista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas antes disso, é muito importante recorrer a um consultor credível (neste momento pode ser difícil presencialmente, é sempre possível pelo telefone ou <em>skype</em>). Deixo algumas sugestões: <a href="https://www.facebook.com/InstitutoMacrobioticoPortugal/" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Instituto Macrobiótico de Portugal</a>, <a href="https://macrovegan.org/" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Bill Tara e Marlene Watson-Tara</a> (em inglês), Prof. <a href="https://www.facebook.com/kazuo.kon.3" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Kazuo Kon</a> e <a href="https://www.facebook.com/NunoFelixTeixeira/" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Nuno Félix Teixeira</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um destes consultores, encaixará mais ou menos com as diferentes personalidades. E é esta pessoa que irá dar orientações para que possamos fazer alterações de forma sustentada e mais facilmente. Por isso, é importante fazermos uma escolha acertada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Também é preciso estudar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para além disso, é muito importante estudarmos por nós próprios. A vantagem de toda a situação de isolamento social que estamos a viver, é que muitos de nós têm agora mais tempo disponível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos aproveitar este tempo precioso para aprendermos a comer e a usar os alimentos para mantermos ou recuperarmos a saúde e fortalecermos o nosso sistema imunitário. Nada melhor do que sabermos, para fazermos escolhas informadas, em vez de estarmos completamente dependentes de outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se nos anos 70 a minha mãe, aprendeu sobre Macrobiótica sozinha, através de um estudo minucioso de vários livros, hoje estando tudo mais facilitado, quem tiver real motivação, consegue muito mais facilmente ter acesso a informações credíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Francisco Varatojo, que pode ser considerado como o pai da Macrobiótica em Portugal, foi uma pessoa brilhante, com grande sabedoria e dom para o diagnóstico. Deixou alguns audios, város livros editados e muitos artigos de leitura fácil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Livros e artigos úteis</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se considerarem interessante, podem <a href="https://www.institutomacrobiotico.com/pt-pt/imp/artigos/alimentacao-macrobiotica-padrao" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">começar por ler este artigo</a> onde encontram preciosas informações sobre a Alimentação Padrão Macrobiótica. Nesse mesmo site, do <a href="https://www.institutomacrobiotico.com" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">IMP &#8211; Instituto Macrobiótico de Portugal</a>, encontram vários outros artigos extremamente úteis e esclarecedores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além destes artigos, o Francisco deixou vários livros, entre eles <a href="https://www.wook.pt/livro/os-alimentos-tambem-curam-francisco-varatojo/16512599" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Os Alimentos Também Curam</a> e  <a href="https://www.wook.pt/livro/mente-sa-corpo-sao-francisco-varatojo/5101771" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Mente Sã em Corpo São</a>, assim como os Cadernos de Macrobiótica (comercializados pela Provida) e até alguns audios. <a href="http://franciscovaratojo.com/livros/" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Aqui</a> encontram uma lista com todos os seus livros editados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se preferirem livros mais densos, directamente da &#8220;fonte&#8221; &#8211; dos mestres George Ohsawa, Michio Kuchi e Tomio Kikuchi -, podem pesquisar <em>online</em> as publicações que estão disponíveis em segunda mão (no <a href="https://www.olx.pt/lazer/livros-revistas/q-macrobiotica-macrobiotica/" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">OLX</a>, por exemplo, tem bastantes). Livros novos, existem poucos disponíveis, mas ainda é possível encontrar alguns.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para aprenderem a fazer as receitas, o&#8217;<a href="https://www.wook.pt/livro/o-livro-de-cozinha-da-marta-marta-varatojo/16489769" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Livro A Cozinha da Marta</a>, da Marta Varatojo, assim como os <a href="https://www.wook.pt/autor/geninha-horta-varatojo/1836947" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">livros da Geninha Varatojo</a> e os <a href="https://www.wook.pt/autor/natalia-rodrigues/1388732" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">livros da Natália Rodrigues</a>, são aqueles que uso mais. Para além de receitas, têm outras informações muito úteis e sugestões de menus. Mas é preciso estudar bastante antes a teoria, antes de passar à pratica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As bases de uma boa alimentação (que fortalece o sistema imunitário)</h2>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A alimentação Macrobiótica é a mais adequada que conheço à nossa condição humana, e ajustada ao nosso clima. É, aliás, uma aproximação à forma como os antigos comiam. Não é nada mais do que aprender a usar os alimentos em benefício da nossa saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alimentação Ayurveda também é excelente (e tem muitos pontos comuns com a Macrobiótica), mas não penso ser a adequada para o nosso clima. Quando falo em Ayurveda, falo na alimentação tradicional e não nas adaptações que têm sido feitas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o caso, os pontos mais importantes &#8211; se não os mais -, comuns penso que a todas as tradições, para que a alimentação seja nutritiva, são:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Baseada em &#8220;comida de verdade&#8221;;</li><li>À base de produtos integrais (em detrimento dos industrializados e processados);</li><li>Com ingredientes locais;</li><li>Com produtos biológicos;</li><li>O mais compassiva possível (sem produtos de origem animal);</li><li>Nas proporções correctas;</li><li>Cozinhadas de forma a preservar os nutrientes;</li><li>Refeições simples (e sem ficarmos enfartados).</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Somos o que comemos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A alimentação que fortalece o sistema imunitário é aquela que nutre e que permite ao nosso organismo estar &#8220;limpo&#8221; e criar boas defesas. A melhor forma de nos protegermos, é sem dúvida fortalecendo o nosso sistema imunitário, também através do que entra pela nossa boca. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o momento de comermos cereais integrais, leguminosas, legumes, pequenas quantidades de algas e de frutas e produtos fermentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é de todo o momento para comermos produtos lácteos (mesmo que sejam de origem vegetal), produtos refinados, processados, etc. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O açúcar (e outros adoçantes), as frutas e os legumes tropicais (para quem não está em países tropicais), as gorduras, os enlatados, os empacotados, os derivados de origem animal, a carne, o peixe que não seja branco, os refrigerantes, os sumos (até os naturais), o excesso de líquidos e de fruta, os farináceos, etc etc etc&#8230; devem ser evitados, idealmente completamente eliminados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste vídeo, encontram uma explicação muito breve, mas eficaz do que é a alimentação Macrobiótica:</p>



<figure><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/dhsvBuXIGkE" allowfullscreen=""></iframe></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para concluir, se quiserem saber mais sobre alimentação podem também consultar <a href="https://macroviagens.pt/alimentacao-sustentavel-em-viagem/" class="rank-math-link">este artigo</a> que publicámos sobre alimentação consciente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E aproveitem a conjuntura actual: é uma excelente oportunidade para (re)aprendermos a alimentarmo-nos convenientemente. O que se traduz inevitavelmente em fortalecimento do nosso sistema imunitário, que é a melhor forma de enfrentarmos este vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até breve!</p>



<p class="wp-block-paragraph">*continua no próximo artigo</p>
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		<title>Medo: onde reside a origem de todo este medo que estamos a experienciar?</title>
		<link>https://macroviagens.pt/onde-reside-a-origem-de-todo-este-medo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Chiu Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2020 03:14:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dharma]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Refúgio]]></category>
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					<description><![CDATA[Numa altura em que a impermanência está mais visível para todos, é talvez o momento certo para questionarmos profundamente onde reside a origem de todo este medo que está a assolar tantos Seres Humanos e em simultâneo. E de questionarmos se temos um refúgio verdadeiramente sustentável. Vivemos tempos que não têm paralelo na história conhecida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Numa altura em que a impermanência está mais visível para todos, é talvez o momento certo para questionarmos profundamente onde reside a origem de todo este medo que está a assolar tantos Seres Humanos e em simultâneo. E de questionarmos se temos um refúgio verdadeiramente sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos tempos que não têm paralelo na história conhecida da humanidade. Vivemos num mundo tecnológico, onde a sociedade dos países ditos modernizados goza de conforto, de um cem número de serviços que proporcionam uma sensação de segurança. Serviços de saúde, de protecção social, meios de deslocação de fácil acesso, um conjunto de leis que asseguram os nossos direitos, divertimentos e distracções (como filmes, saídas com amigos, música, e por aí fora).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa casa é o nosso refúgio, a
nossa família é fonte do nosso amor e os nossos empregos fonte da nossa
realização. Obviamente que todos somos diferentes. Mas creio que, genericamente,
confiamos muito neste sistema. E procuramos a nossa felicidade e dar
significado à nossa vida dentro deste sistema. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O nosso mundo colocado em causa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para grande parte das pessoas, as
necessidades básicas como alimentação, abrigo, segurança, educação e cuidados
de saúde estão asseguradas de alguma forma. Para nós, tudo isso existe e é um
direito que temos. E é precisamente toda esta estrutura que, agora, este vírus
colocou em causa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Creio que este vírus veio
demonstrar que vivemos literalmente sob telhados de vidro. Todos estes fatores,
que são fonte do nosso refúgio, revelam-se agora frágeis, impermanentes e não
mais poderemos usufruir deles como antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bastou um pequeno
micro-organismo, que nem conseguimos ver, para colocar tudo em causa e, de
certa forma, parar as nossas vidas. De repente, não podemos sair de casa, não
podemos viajar, estamos impedidos de estar com os nossos entes queridos, para
muitos a fonte de rendimento desapareceu ou está condenada. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo parece desmoronar e a única solução é a de ficarmos parados, imóveis, entregues a nós próprios na expectativa de que tudo passe rapidamente para podermos voltar às nossas vidas. Sim, porque neste momento a nossa vida está suspensa, à espera de retomarmos logo que possível, logo que tudo isto passe. Neste momento não vivemos, mas ansiamos que a nossa vida volte, como se ela estivesse à nossa espera num dado lugar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Tínhamos mesmo a saúde, a família e o dinheiro assegurados?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">É então que surge o medo. O medo
de não conseguirmos manter os nossos empregos, o medo de não termos dinheiro
suficiente, o medo de estarmos sozinhos, o medo de perdermos os nossos
familiares, o medo da doença, o medo da morte. O medo de que tudo isto aconteça,
como se tudo isto não pudesse acontecer antes de o vírus aparecer. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes do vírus, seria garantido que teríamos os nossos empregos assegurados? Seria garantido que estaríamos para sempre com os nossos familiares? Seria garantido que não iríamos adoecer? E seria garantido que um dia não teríamos de partir deste mundo?&#8230; Creio nenhum de nós pode responder afirmativamente a nenhuma destas questões.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Não estamos preparados para perder o que julgamos possuir</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Então, se tudo o que pode
acontecer agora já era possível acontecer antes, porque temos medo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só me ocorre dizer que este medo
surge do facto de não estarmos preparados para perder nada do que julgamos possuir.
O medo surge da crença, do dogma, de que tudo o que temos e de tudo o que
disfrutamos é inerentemente nosso e é permanente no tempo. Pelo menos,
permanente no sentido em que sempre que eu queira, posso usufruir deles. Dependendo,
isso, só de mim. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ora, o contexto atual veio
demonstrar que isso não é verdade. O objeto do nosso refúgio e da nossa fonte
de felicidade é frágil e pode desaparecer num ápice sem que nada nem ninguém o
possa prever. E quando vemos que a nossa fonte de felicidade é colocada em
causa e que a podemos perder, sofremos, temos medo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao acreditarmos que tudo se manterá para sempre como era, e vivendo dessa forma, estamos condenados à desilusão e ao medo. As condições exteriores favoráveis podem perdurar algum tempo, dando-nos a ilusão de que será sempre assim. E durante algum tempo podia, até, haver argumentos para ter essa ilusão. Durante toda a vida de muitos de nós e dos nossos pais, estes factores foram perdurando.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Todos estamos sujeitos à impermanência dos fenómenos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se olharmos para o mundo, sempre
houve pessoas que passaram e que passam por situações semelhantes à que estamos
a passar agora, e bem piores, durante toda a sua vida: falta de segurança, doença
e morte. A ilusão de que tudo isto era distante e estava apenas destinado aos
desafortunados de certos países, começa agora a cair por terra. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos estamos sujeitos à impermanência dos fenómenos, todos estamos sujeitos à doença e à morte. É uma questão de tempo… No fundo, não se pode dizer que tenhamos a liberdade que tanto queríamos. Nenhum governo, nenhum sistema de saúde ou de protecção social nos poderá proteger indefinidamente de todos os fenómenos exteriores. É tão somente assim que as coisas são, é a natureza de todas as coisas deste mundo. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Precisamos de um refúgio sustentável, fonte de Liberdade e Paz</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Será então possível encontrar um refúgio que seja sustentável e que permaneça, que não seja tão dependente das condições exteriores? Haverá uma fonte de verdadeira liberdade e paz que é ultimamente independente de tudo isto? Julgo que este é o momento de colocar estas questões. É o momento de colocarmos em causa as nossas prioridades de sempre, de colocarmos em causa os objetos em que nos refugiamos diariamente. Será que a minha satisfação depende apenas destas condições ou será que é a forma como eu vejo o mundo que é a verdadeira causa do meu sofrimento?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não estará a nossa perspectiva desajustada com a realidade, será que tudo isto é intrinsecamente negativo ou haverá também aspectos positivos a retirar? Não será também isto uma oportunidade para despertar a nossa atenção para aquilo que é verdadeiramente importante?</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Desprendimento e aceitação</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para existir transformação e adaptação penso que primeiro tem de haver aceitação. Temos de aceitar a situação atual. Aceitar de uma forma leve que não estamos a perder nada, apenas estamos a tomar consciência que nada disto foi alguma vez nosso, e que apenas acreditámos ingenuamente que assim era. Este desprendimento e aceitação poderá criar uma abertura para que o nosso medo diminua, a ansiedade diminua, que a nossa mente estabilize, que a paz interior volte, e que surja a lucidez para podermos ter a atitude certa e tomar as decisões de uma forma mais consciente sem medo do resultado.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Não há nada a perder, porque nada é verdadeiramente nosso</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Se não tivermos medo de perder o
que nunca poderia ser nosso para sempre, então não teremos nada a perder. Se
não há nada a perder, não há medo nem ansiedade e estaremos disponíveis para
ajudar aqueles que mais precisam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, tornamo-nos numa fonte de luz tal como um farol que guia os barcos perdidos no mar e que não é afectado por qualquer tempestade que possa ocorrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Entre o estímulo e a resposta há um espaço. Nesse espaço está o nosso poder de escolher a nossa resposta. Na nossa resposta está o nosso crescimento e a nossa liberdade.</em>&#8221; ~  <em>Victor E. Frankl </em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>* Vitor E. Frankl foi um neuropsiquiatra austríaco que sobreviveu ao encarceramento num campo de concentração nazi durante a Segunda Guerra Mundial. Autor do “best seller” “<a href="https://www.wook.pt/livro/o-homem-em-busca-de-um-sentido-viktor-e-frankl/14039126" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">Man’s Search for Meaning</a>”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se estiverem interessados em saber quais os conselhos de monjas que vivem em clausura para estes tempos em que estamos em &#8220;clausura&#8221;, nas nossas casas, consulte <a href="https://macroviagens.pt/covid-19-como-viver-uma-clausura-significativa/" class="rank-math-link">este artigo</a>.</p>
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