HIMALAIAS INDIANOS

Impacto Cultural:
9/10
Rítmo da Viagem:
9/10
Nível de Conforto:
3/10
5 a 19 JUNHO 2021

VIAGEM BUDISTA C/ PAULO BORGES

Esta é uma jornada pelos misteriosos Himalaias Indianos, que começa em Shimla, desvenda alguns dos intocados Mosteiros Budistas que se escondem nas remotas aldeias do Vale Spiti e termina em Dharamshala, onde está exilado S. S. o 14º Dalai Lama. Durante esta viagem, para além das lições informais que vão surgindo naturalmente do contacto próximo com as culturas Indiana e Tibetana, vamos desfrutar ainda da companhia de Paulo Borges, praticante da via do Buda, que facilitará sessões de meditação e estudo sobre As Trinta e Sete Práticas dos Bodhisattvas.

Programa de Viagem

  • Datas: 5 a 19 Junho 2021
  • Convidado especial: Paulo Borges
  • Locais a visitar: Shimla, Vale Spiti, Dharamsala e Delhi
  • Alojamento: Hotéis (4 noites), Guest Houses e Home Stays (9 noites), Tendas (1 noite) e Night Bus (1 noite)
  • Refeições: Vegetarianas
  • Lugares limitados: 12 a 16 pessoas
  • Incluído: Alojamento 15 noites + 3 refeições vegetarianas diárias + Transportes terrestres e aéreos locais + Permissão para viajar em território protegido (ILP) + Actividades do programa + Donativos para Templos e Mosteiros + Sessões de Meditação e ensinamentos c/ Paulo Borges + Guia local e motoristas privados nos Himalaias + Acompanhamento por 2 viajantes experientes
  • Não incluído: Voos Internacionais + Seguro de Assistência em Viagem (obrigatório) + e-Visa (valor indicativo: 25 dólares) + 1 almoço no aeroporto doméstico + Actividades nos tempos livres + Despesas de carácter pessoal, donativos e gorjetas
  • Investimento: 2.290€ (990€ na inscrição)

Uma peregrinação Budista onde vamos: descobrir algumas das relíquias do Budismo Tibetano, que se escondem nas majestosas montanhas dos Himalaias; desfrutar dos ensinamentos diários de um praticante da via de Buda que nos acompanha durante toda esta jornada; conhecer outros praticantes, desde monges a leigos das aldeias locais; dedicar-nos à prática da meditação; ter tempo para interiorizar todas estas vivências.

Trata-se de uma viagem em grupo à Índia, sim, mas trata-se especialmente de uma viagem interior individual. É um programa destinado a quem está disponível para uma viagem que não é uma proposta meramente turística, mas é uma viagem que inclui também estudo e prática.

Um mergulho profundo na Índia Budista, que tantas vezes se assemelha ao Tibete. Aqui, vamos vivenciar:

  • Os dias em viagem por intermináveis estradas que serpenteiam montanhas rochosas, quase desérticas;
  • A imensidão dos Himalaias, que nos faz pôr em causa a nossa real dimensão e importância;
  • As remotas aldeias do Vale Spiti, a terra do meio entre a Índia e o Tibete, que parecem intocadas pelo passar do tempo;
  • As picantes refeições tradicionais Tibetanas e Indianas, que aquecem e confortam;
  • O convívio com as comunidades locais de costumes singulares;
  • A descoberta de alguns dos mais antigos e intocados Mosteiros Budistas Tibetanos;
  • As Bandeirinhas que espalham orações ao vento para benefício de todos os Seres;
  • Os preciosos ensinamentos diários – formais e informais -, que vamos recebendo e interiorizando;
  • Um dia passado num mosteiro de monjas Budistas tibetanas;
  • Alguns dias sem internet e sem rede de telemóvel, completamente desconectados do mundo, mas muito mais profundamente conectados connosco mesmos;
  • A visita ao Templo onde S. S. o 14th Dalai Lama vive, em exílio;
  • As centenas de livrarias e lojas em McLeod Ganj completamente dedicadas ao comércio de artigos espirituais;
  • Um regresso a casa com a motivação renovada para prosseguirmos no caminho do Dharma.

Itinerário

Chegada a Nova Delhi, transfer para o Hotel e primeiro contacto com a Índia.

Alojamento: Hotel ***

 

Cansados, mas disponíveis para novas experiências e ansiosos por mergulhar nos Himalaias, viajamos para Shimla, uma jornada que ocupa todo o nosso dia. Chegamos à Guest House onde vamos ficar instalados nas próximas duas noites, já de noite. Jantamos e recolhemo-nos cedo.

Alojamento: Guest House **
Horas em viagem: 01:00 voo doméstico + 04:00 em estrada (estimativa)

 

Visitamos esta cidade tão particular e de casas tão coloridas, que em tempos foi a capital de Verão do governo da Índia britânica, e recuperamos das longas viagens dos dias anteriores. Estamos a 2.000 metros de altitude, num local que se assemelha uma estância de neve europeia, caso não tivesse algumas das particularidades que só se encontram na Índia e que tornam este país único.

Subimos e descemos as ruas de Shimla, cruzamo-nos com vários macacos que passeiam por aqui, lado-a-lado com a população local, turistas ocidentais e turistas indianos, visitamos um café gerido pelos reclusos de uma penitenciária, num projecto pioneiro de integração social. À tarde, tratamos das formalidades da permissão que vamos necessitar para viajar em território protegido. Depois, se tivermos coragem, ainda nos aventuramos até ao templo dos macacos.

Alojamento: Guest House **

Partimos de manhã cedo pelos caminhos sinuosos dos Himalaias, em direcção ao Vale Spiti. Os próximos dias são passados em estradas por vezes assustadoras, mas estranhamente hipnotizantes. As paisagens vão-se alterando, conforme mergulhamos no Spiti. São muitas vezes áridas e rochosas e fazem-nos perspectivar a importância que realmente temos – ou a que atribuímos a nós mesmos. Encontramos, pelo caminho, alguns animais selvagens, que nos observam. A curiosidade e o receio são mútuos. Temos a sensação de estar num outro tempo, sem tempo definido, não sabemos muito bem se no passado ou no futuro… Mas tentamos manter-nos no momento presente. Visitamos aldeias, conhecemos famílias com costumes, para nós, singulares. Percebemos como a nossa vida é tão facilitada comparativamente à vida árdua que esta gente tem… Bebemos água fervida ou um chá, que aquece e conforta.

Lamas abrem-nos as portas de Mosteiros Budistas Tibetanos, alguns dos mais antigos do mundo, quase intocados, onde se escondem tantas riquezas: pinturas feitas com tintas naturais cuja cor está desbotada pelo passar dos séculos, estátuas impressionantes de Bodhisattvas, centenas de Tangkas,… Jantamos em casas de famílias e percebemos como a espiritualidade está tão presente na vida quotidiana desta gente. Passamos uma tarde num Mosteiro de Monjas e ficamos a conhecer o seu dia-a-dia. Conversamos com elas, almoçamos no Mosteiro e recebemos ensinamentos.

Deslumbramo-nos com as paisagens, mesmo com as áridas, apaixonamo-nos pelas aldeias por onde passamos e vibramos com pequenos detalhes que nos surpreendem a todo o instante. No carro, nas muitas horas de viagem diárias que fazemos, refletimos sobre as experiências que temos tido e sobre os desafios que a vida moderna nos oferece, em silêncio.

Usufruímos dos ensinamentos e das sessões de meditação que Paulo Borges nos faculta, em lugares idílicos, e temos muitas vezes a oportunidade de falar e colocar questões a alguns dos Lamas, Monges e Monjas dos Mosteiros que visitamos. Fazemos um pequeno trekking até um lago, deixando que o sol nos abrace. Subimos até à aldeia mais alta do mundo com ligação por estrada, de onde enviamos um postal para casa do Posto dos Correios mais alto do mundo.

Deixamos Bandeiras de Oração em alguns dos locais por onde passamos. Bandeiras essas que se juntam às centenas de outras, coloridas, que baloiçam ao vento, espalhando preces e orações. Dormimos algumas noites em aldeias, fazemos as refeições em casas de famílias, aconchegados na cozinha, sentados no chão, junto à salamandra, outras em Guest Houses simples, mas acolhedoras, algumas em restaurantes locais de beira de estrada e passamos, ainda, uma noite numa tenda imersos na natureza.

Alojamento: Guest Houses *, Home Stays * e Tenda
Horas em viagem: entre 02:00 a 09:00 por dia (estimativa)

Este dia começa cedo e é passado completamente em viagem, de regresso a Shimla, apenas de passagem, onde dormimos antes de continuarmos a viagem para McLeod Ganj (Dharamsala).

Alojamento: Guest House *
Horas em viagem: 09:00 (estimativa)

Chegamos a McLeod Ganj ao final de mais um dia em viagem. Jantamos, deitamo-nos cedo e preparamo-nos para, no dia seguinte, descobrirmos o local onde vive exilado S. S. o 14º Dalai Lama.

Alojamento: Hotel ****
Horas em viagem: 10:00 (estimativa)

Visitamos o Templo onde S. S. o 14º Dalai Lama vive, em refúgio, fazemos a Kora e visitamos um Museu que conta a história trágica do Tibete. Almoçamos numa cantina de apoio aos refugiados Tibetanos e fazemos algumas actividades. Depois, temos algum tempo livre para explorar as ruelas que nos rodeiam, visitamos livrarias completamente dedicadas à espiritualidade e percorremos os milhares de bazares com artigos budistas. Jantamos e recolhemo-nos.

Alojamento: Hotel ****

De manhã, visitamos um Instituto de preservação da cultura e arte tibetana. Vamos poder observar artesãos e aprendizes a pintarem tangkas, a fazerem estátuas, tecelagem, pintura de madeira e outras artes sagradas. Para além disso, podemos explorar um museu dedicado aos trajes e cultura das diferentes regiões do Tibete. A tarde é livre, para exploração pessoal.

Jantamos cedo e começamos a despedirmo-nos destes dias que vivemos nos Himalaias e a prepararmo-nos para a uma viagem de autocarro, durante a noite, até à caótica Delhi.

Alojamento: Noite passada em autocarro nocturno (sleeper Bus)
Horas em viagem: 10:00 (estimativa)

Chegamos de manhã a Delhi, tomamos o pequeno-almoço e descansamos.

O programa termina aqui, mas se tivermos vontade e o horário do nosso voo assim o permitir, deslocamo-nos de metro para Old Delhi, passeamos pelas ruas e vielas estreitas com milhares de bazares, onde vendedores, turistas, indianos, vacas, cães e todo o tipo de transportes imagináveis se cruzam e misturam, ao som ensurdecedor das buzinas. Temos tempo para explorar. Se quisermos, podemos ir ao Templo de Lótus, ao Little Tibet ou explorar a Connaught Place. Despedimo-nos desta agitação, destes sabores e aromas intensos que vão deixar saudades. Constatamos que nos apaixonámos por este país de contrastes e vivemos as últimas emoções fortes.

O programa termina após o pequeno-almoço. Como chegamos de menhã a Delhi e os voos internacionais são normalmente à noite, está incluída estadia em Hotel durante o dia. Está também incluído transfer para o aeroporto. 

 

Convidado especial: Paulo Borges

Paulo Borges segue a via do Buda desde 1983 segundo as tradições Nyingma e depois Kagyu do budismo tibetano, tendo actualmente como principal mestre Mingyur Rinpoche.

Integra a partir de 2012 os ensinamentos de Thich Nhat Hanh da escola Linji (Rinzai) do budismo Ch’an / Zen. É também aluno do médico e professor budista tibetano Nida Chenagtsang.

Integra os programas de formação da Comunidade Internacional de Meditação Tergar, sob a orientação de Mingyur Rinpoche. Co-coordenador do Grupo de Prática Tergar de Lisboa. Professor de meditação e filosofia budista desde 1999, tem orientado centenas de aulas, cursos, workshops e retiros em todo o país. Professor de Filosofia da Religião, Pensamento Oriental e Filosofia e Meditação na Faculdade de Letras Universidade de Lisboa. Professor de Medicina e Meditação na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Cofundador e ex-presidente da União Budista Portuguesa (2002-2014). Ex-presidente e membro da Direcção da Associação Agostinho da Silva. Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade de Ética Ambiental. Cofundador e presidente do Círculo do Entre-Ser. Cofundador e presidente da MYMA, Associação para a Cultura Contemplativa. Cofundador dos Projectos Visão Pura e Viagens do Despertar.

Tradutor de livros budistas e autor e organizador de 54 livros, entre os quais O Budismo e a Natureza da Mente (2006, com Carlos João Correia e Matthieu Ricard), O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa (organizador, com Duarte Braga) (2007), Descobrir Buda (2010), Quem é o Meu Próximo? (2014), O Coração da Vida. Visão, meditação, transformação integral (guia prático de meditação) (2015), Do Vazio ao Cais Absoluto ou Fernando Pessoa entre Oriente e Ocidente (2017), Meditação, a Liberdade Silenciosa. Da mindfulness ao despertar da consciência (2017), Vazio e Plenitude ou o Mundo às Avessas (2018) e O Sorriso do Buda (2020).

Notas: 1) Este programa está sujeito a alterações, dependendo de condicionantes relacionadas com factos alheios à organização, não perdendo, no entanto, nunca a sua essência. 2) Esta viagem será acompanhada por Paulo Borges e Daniela Velho. Caso por motivos de força maior não possam acompanhar o grupo, serão substituídos por outros professores / líderes de viagem, com características e valores equivalentes, que cumprirão as funções previstas, mantendo-se o programa de viagem. 3) Todas as actividades mencionadas estão incluídas no programa, assim como os transportes para as mesmas. 4) As roupas utilizadas, em todos os locais onde vamos estar, assim como a conduta de cada viajante, devem respeitar os costumes e a cultura local. 5) Esta viagem, pelas suas características, é destinada apenas a praticantes, que de alguma forma já estejam familiarizados com o Dharma de Buda. 6) Somos uma empresa comprometida com uma politica de Turismo Sustentável, assim pedimos que seja um viajante consciente, que leia as nossas recomendações (aqui) e que siga as sugestões relacionadas com sustentabilidade que serão dadas antes e durante esta peregrinação. 7) As viagens que organizamos são exclusivamente vegetarianas. Quando as refeições são feitas em sistema buffet, por vezes existem opções não vegetarianas que não são para o nosso grupo. Quando isso acontecer, pedimos que respeite o cariz vegetariano da viagem e que opte apenas por alimentos que não incluam nem carne, nem peixe.

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