Índia Budista – Viagem de grupo – Setembro 2018 – Macro Viagens
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PEREGRINAÇÃO BUDISTA À ÍNDIA

Esta é uma peregrinação Budista à Índia, com prática e ensinamentos, que começa na caótica Delhi, passa pela iluminada Bodh Gaya, flui pela sagrada Varanasi até Sarnath – onde Gautama Buddha deu o primeiro discurso -, desvenda alguns dos  intocados Mosteiros Budistas escondidos nas remotas aldeias dos Himalaias e termina em McLeod Ganj, onde está exilado S. S. o 14º Dalai Lama. Durante esta jornada, para além das lições informais que surgem naturalmente do contacto próximo com as culturas Indiana e Tibetana e com a tradição Budista, vamos desfrutar ainda da companhia de Paulo Borges, praticante da via do Buda, que facilitará, entre outros ensinamentos, um Curso de Introdução ao Budismo em viagem.

PROGRAMA DE VIAGEM

  • Datas: 14 a 30 Setembro 2018
  • Convidado especial: Paulo Borges
  • Alojamento: Hotéis (7 noites), Mosteiro (2 noites), Convento (1 noite) Guest House (4 noites) e Tenda (1 noite)
  • Refeições: Vegetarianas
  • Lugares limitados: 14 pessoas
  • Tudo incluído: Voos internacionais + Seguro de Viagem World Nomads Standard + Permissão para viajar em território protegido (ILP) + Alojamento 15 noites + 3 refeições vegetarianas diárias + 3 voos internos + Transportes locais + Atividades do programa + Entradas nos Templos e Mosteiros + Curso de Introdução ao Budismo e Sessões de Meditação c/ Paulo Borges + Guia local nos Himalaias + Acompanhamento por 2 viajantes experientes
  • Investimento: 2.890€

Uma rota onde vamos: visitar alguns dos locais marcantes da vida do Buda Histórico; descobrir algumas das relíquias do Budismo Tibetano, que se escondem nas majestosas montanhas dos Himalaias; desfrutar dos ensinamentos diários de um praticante genuíno que nos acompanha durante toda esta jornada; conhecer outros praticantes locais, desde monges a pessoas comuns; dedicar-nos à prática de meditação; ter tempo para interiorizar todas estas vivências. Trata-se de uma peregrinação em grupo à Índia, sim, mas trata-se especialmente uma viagem interior individual.

Um mergulho profundo numa Índia Budista que se assemelha muitas vezes ao Tibete, onde vamos vivenciar:

  • Uma sessão de meditação junto à árvore Bodhi, local onde se diz que Gautama Buddha atingiu a iluminação;
  • Uma noite passada num Mosteiro Budista;
  • O nascer-do-sol que ilumina os hipnotizantes degraus banhados pelas águas do Sagrado Ganges;
  • Um passeio de barca ao pôr-do-sol, até um crematório que funciona 24 horas por dia, onde somos obrigados a olhar a morte de frente;
  • Uma pausa para respirar no local onde Buddha ensinou as Quatro Nobres Verdades;
  • As deliciosas refeições indianas, que por vezes são saboreadas com as mãos;
  • As comidas tradicionais Tibetanas, que aquecem e confortam;
  • Um pedido de bênção antes de uma viagem por intermináveis estradas que serpenteiam as montanhas rochosas, desérticas, muitas delas transitáveis apenas alguns meses em cada ano;
  • A imensidão dos Himalaias, que nos faz questionar a nossa real dimensão e importância;
  • As remotas aldeias do Vale Spiti, a terra do meio entre a Índia e o Tibete, que não parecem ter sido tocadas pelo passar do tempo;
  • O convívio com as comunidades locais de costumes singulares;
  • Um postal enviado para casa, do Posto de Correios mais alto do mundo;
  • A descoberta de alguns dos mais antigos e intocados Mosteiros Budistas Tibetanos do mundo;
  • As coloridas Bandeiras de Oração que também nós deixamos uma em cada paragem;
  • Os preciosos ensinamentos diários – formais e informais – que vamos recebendo e interiorizando;
  • Um dia passado com monjas budistas tibetanas, onde aprendemos mantras, observamos as suas orações e ajudamos na preparação do jantar;
  • Os dias sem internet nem rede de telemóvel, completamente desconectados do mundo, mas muito mais profundamente conectados connosco mesmos;
  • A visita ao Templo onde S. S. o 14th Dalai Lama vive, exilado;
  • As centenas de livrarias e lojas em McLeod Ganj completamente dedicadas ao comércio de artigos espirituais;
  • Um passeio pelas fervilhantes ruelas de Old Delhi, que culmina cantina comunitária de um Templo Sikh;
  • Um regresso a casa com a motivação renovada para prosseguirmos no caminho do Dharma.
INSCRIÇÕES

ITINERÁRIO

Dia 1: Portugal - Índia

Viagem de Portugal, com chegada de madrugada a Nova Delhi e primeiro contacto com a Índia.

Dia 2: Nova Delhi - Bodh Gaya

Ainda em recuperação da longa viagem que fizemos no dia anterior, mas disponíveis para novas experiências, viajamos de avião, num voo interno, para Bodh Gaya. Chegamos, à tarde, ao Mosteiro Budista onde vamos ficar instalados nas próximas noites. Depois de uma breve pausa para descanso, temos a primeira sessão do Curso de Introdução ao Budismo com Paulo Borges. Jantamos e recolhemo-nos cedo.

Dia 3: Bodh Gaya

Começamos o dia com uma sessão de meditação guiada, aliás como em quase todos os dias da nossa peregrinação. Depois do pequeno-almoço, visitamos o Templo Mahabodhi, local onde se diz que Gautama Buddha atingiu a Iluminação. Tocamos na árvore Bodhi e sentimos a energia especial deste local.  Sentamo-nos só a contemplar os monges e grupos de peregrinos que passam. E só sentar e contemplar já é significativo. Visitamos outros templos e mosteiros neste local sagrado e, ao final do dia, antes do jantar, temos uma nova sessão do Curso de Introdução ao Budismo com Paulo Borges.

Dia 4: Bodh Gaya - Varanasi

Viajamos de comboio em direção a Varanasi e temos a experiência de viajar no meio dos Indianos, num comboio cheio de gente, onde em 6 lugares se sentam 12 pessoas.

Chegamos ao final do dia a esta cidade mística, a tempo do jantar e de recuperarmos energias para o dia seguinte, que vai começar bem cedo.

Dia 5: Varanasi e Sarnath

Saímos antes do sol nascer, para um passeio de barco pelo Ganges, onde vamos poder ver, conforme o dia clareia, o sol a desvendar, a pouco e pouco, os famosos Ghats desta cidade tão intensa. Reparamos como o Ganges é misterioso… Varanasi é uma das mais antigas e sagradas cidades do mundo e tem uma energia poderosa. Mulheres, homens, crianças – e até vacas – banham-se no rio. Há quem lave roupa à mão, logo pela manhã. Há quem faça orações. Algumas mulheres, de longas e compridas tranças escuras, rapam completamente o cabelo e oferecem-no à Mãe Ganga. Há quem beba a água sagrada diretamente do rio e há quem a leve num frasquinho para casa, para oferecer a um familiar moribundo. Há quem esteja a viver hoje, aqui, agora, aquela que considera ser a sua única oportunidade nesta vida de purificar o Karma com um mergulho nestas águas. Há quem viva do Ganges. Há quem morra no Ganges. E, tudo isto, dá uma enorme vida ao poderoso Ganges.

A seguir ao pequeno-almoço, visitamos alguns templos hindus e um quarteirão muçulmano. Partimos depois para Sarnath, onde visitamos o local onde se diz que Buddha deu o seu primeiro discurso após iluminar-se. Desfrutamos da terceira sessão do Curso de Introdução do Budismo, neste local sagrado.

Depois do almoço repousamos até ao momento de, antes do final do dia, deambularmos pelos Ghats, os degraus que dizem ser a ligação entre o céu e a terra e que culminam nas águas do Ganges. Estamos atentos a tudo o que nos rodeia, que tem tanto de sui generis como de apelativo. Meditamos em frente ao rio. Depois, fazemos um novo passeio de barco, desta vez para assistirmos ao pôr-do-sol e observarmos a Ganga Aarti, uma bonita cerimónia Hindu que acontece aqui diariamente.

Com o cair da noite, Varanasi adquire tons arrepiantes… O nosso barco começa a deslocar-se calmamente até ao crematório principal. A céu aberto, centenas de corpos são cremados 24 horas por dia. Sentimos o cheiro da morte e o seu impacto violento, mas potencialmente transformador, e lidamos com essas emoções de frente.

Apaixonamo-nos por Varanasi, neste dia tão intenso. Por esta cidade que é sempre do recomeço e nunca do fim. E temos a certeza que, um dia, haveremos de cá voltar.

Dia 6: Varanasi e Shimla

Viajamos em direcção a Shimla, aonde chegamos ao final da tarde, a tempo de uma volta por esta cidade peculiar, que não parece indiana. Estamos a 2.000 metros de altitude, no que nos parece ser uma estância de neve europeia (se não tivesse as particularidades que só a Índia tem, como vários Macacos a passear pela cidade). Preparamo-nos para o dia seguinte, rumo ao Vale Spiti.

Dias 7 a 13: Vale Spiti

Partimos de manhã cedo pelos caminhos sinuosos dos Himalaias, em direção ao Vale Spiti. Os próximos dias são passados em estradas por vezes assustadoras, mas estranhamente hipnotizantes. Antes de entrarmos a fundo na montanha, os motoristas dos nossos carros param num templo para pedirem proteção aos Deuses. As paisagens vão-se alterando, conforme mergulhamos no Spiti. São muitas vezes áridas e rochosas e fazem-nos perspetivar a importância que realmente temos – ou a que atribuímos a nós mesmos. Encontramos, pelo caminho alguns animais selvagens, que nos observam. A curiosidade e o receio são mútuos. Temos a sensação de estar num outro tempo, talvez num tempo sem tempo definido, que por vezes se assemelha ao passado e muitas outras ao futuro… Mas conseguimos manter-nos no momento presente.

Visitamos aldeias, conhecemos famílias com costumes, para nós, singulares. Percebemos como a nossa vida é tão facilitada comparativamente à vida árdua que esta gente é obrigada a ter… Bebemos um Chá de Gengibre, que aquece e conforta, enquanto ficamos a saber das suas histórias.

Lamas abrem-nos as portas dos Mosteiros Budistas Tibetanos, alguns dos mais antigos do mundo, intocados, onde se escondem tantas riquezas: pinturas feitas com tintas naturais cuja cor está desbotada pelo passar dos séculos, estátuas impressionantes de Bodhisattvas, centenas de Thangkas,… Almoçamos em casa de uma família e percebemos como a espiritualidade está tão presente na vida quotidiana desta gente. Passamos uma tarde num Convento de Monjas Budistas Tibetanas e ficamos a conhecer o seu dia-a-dia. Oramos com elas, tentamos acompanhar os mantras que entoam e contribuímos para a preparação do jantar.

Deslumbramo-nos com as paisagens, mesmo com as áridas, apaixonamo-nos pelas aldeias e vibramos com pequenos detalhes que nos surpreendem a todo o instante. No carro, nas muitas horas de viagem diárias que fazemos, refletimos sobre as experiências que temos tido e sobre os desafios que a vida moderna nos oferece, em silêncio.

Continuamos a usufruir dos ensinamentos e das aulas que Paulo Borges nos faculta, em lugares idílicos, e temos muitas vezes a oportunidade de falar e colocar questões a alguns dos Lamas e Monges dos Mosteiros que visitamos. Fazemos um pequeno trekking, deixando que o sol nos abrace e, nessa noite, ficamos a dormir em tendas. Subimos até à aldeia mais alta do mundo, com ligação por estrada, onde enviamos um postal para casa do Posto dos Correios mais alto do mundo. Deixamos Bandeiras de Oração nos principais locais por onde passamos. Bandeiras essas que se juntam às centenas de outras, coloridas, que baloiçam ao vento, espalhando preces e orações.

Chegamos a McLeod Ganj ao final do último dia no Vale Spiti, depois de passarmos por Manali onde ficamos uma noite. Deixamos para trás aquele vale encantado tão especial e preparamo-nos para descobrir o local onde vive exilado S. S. o 14º Dalai Lama.

Dia 14: McLeod Ganj

Visitamos o Templo onde S. S. o 14º Dalai Lama vive, em refúgio, e temos a última aula do nosso Curso de Introdução ao Budismo. Almoçamos num minúsculo restaurante Tibetano familiar, cuja comida é simples, mas deliciosa. Temos tempo livre para explorar as ruelas que rodeiam a sua casa, visitamos livrarias completamente dedicadas à espiritualidade, escolhemos uma Tangka para levarmos de recordação e percorremos os milhares de bazares com artigos budistas. Jantamos e recolhemo-nos.

Dia 15: Dharamsala - Delhi

De manhã visitamos um Centro de Estudos Budistas, que fica a cima de McLeod Ganj. Participamos na sessão de meditação conjunta que acontece todas as manhãs. Fazemos uma caminhada meditativa, numa estrada rodeada de natureza e começamos a despedir-nos destes dias que vivemos juntos nos Himalaias e a prepararmo-nos para a caótica Delhi. Depois do almoço, partimos num voo interno para Delhi.

Dia 16: Delhi

Visitamos uma das partes menos turísticas de Delhi – as favelas. Deixamos os preconceitos de lado, envolvemo-nos com as pessoas e percorremos esta área a pé. Ficamos a conhecer como é árduo o dia-a-dia desta gente e surpreendemo-nos ao constatar como são alegres e espirituais, mesmo em condições adversas. Almoçamos na casa de uma família que vive nas favelas, sentados no chão, saborosa comida tradicional indiana.

Deslocamo-nos, depois, de metro para Old Delhi, passeamos pelas ruas e vielas estreitas com milhares de bazares, onde vendedores, turistas, indianos, vacas, cães e todo o tipo de transportes imagináveis se cruzam e misturam, ao som ensurdecedor das buzinas. Visitamos o maior mercado de especiarias da Ásia e aproveitamos para, rapidamente, comprar algumas especiarias, num bazar orgânico. Sentimos que toda a gente parece deslocar-se na mesma direção, ao mesmo tempo que nós. Subimos ao topo de um edifício, respiramos, observamos Old Delhi de cima e saímos um pouco da loucura que se vive nas ruelas, lá em baixo.

Visitamos um curioso templo que tem as suas portas abertas a qualquer crença, onde nos explicam o que é o Sikhismo, uma religião até então desconhecida por quase todos nós. Ficamos a saber que existe uma cantina comunitária gerida por voluntários, que oferece comida a todos sem qualquer exceção. Aqui são servidas mais de 25.000 refeições por dia. Se tivermos vontade – e caso se proporcione -, também nós ajudamos na preparação das milhares de refeições gratuitas que aqui se servem.

Despedimo-nos destes sabores e destes aromas que vão deixar saudades. Constatamos que nos apaixonamo-nos por este país de contrastes e vivemos as últimas emoções fortes. Jantamos e partimos de seguida para o Aeroporto Internacional, rumo a casa.

De manhã visitamos um Centro de Estudos Budistas, que fica a cima de McLeod Ganj. Participamos na sessão de meditação conjunta que acontece todas as manhãs. Fazemos uma caminhada meditativa, numa estrada rodeada de natureza e começamos a despedir-nos destes dias que vivemos juntos nos Himalaias e a prepararmo-nos para a caótica Delhi. Depois do almoço, partimos num voo interno para Delhi.

Dia 17: Portugal

Chegamos a Portugal, depois de uma viagem intensa, com motivação renovada para continuarmos no caminho do Dharma.

Notas:
1)  Este programa está dependente das condicionantes típicas da Índia e de outras circunstâncias não controladas por nós. Embora não perca nunca a sua essência, poderá, no entanto, sofrer ligeiras alterações. 2) A organização não acompanha o grupo nos voos internacionais entre Portugal e a Índia, mas estará no primeiro dia à espera do grupo no aeroporto internacional de Delhi No último dia, a organização despede-se do grupo no Aeroporto Internacional de Delhi. 3) Todas as atividades e ensinamentos mencionados estão incluídos no programa e não têm qualquer custo extra associado. 5) As roupas utilizadas, em todos os locais onde vamos estar, assim como a conduta de cada viajante, devem respeitar os costumes e a cultura locais.