PELO CAMINHO DE SIDDHARTHA

Impacto Cultural:
9/10
Rítmo da Viagem:
10/10
Nível de Conforto:
6/10
14 A 27 OUTUBRO 2020

PEREGRINAÇÃO BUDISTA

“Digam ao mundo que uma pessoa comum, Siddhartha, veio a este mundo, atingiu a iluminação, ensinou o caminho para o despertar, e não se tornou imortal, mas entrou em parinirnava.” ~ Buda Gautama

Uma peregrinação pelos locais sagrados do budismo que estão associados diretamente à vida de Siddhartha Gautama. Desde o seu nascimento até à sua iluminação, passando pelos locais onde ensinou a primeira e a segunda roda do dharma, sítios onde praticou durante meses ou, até, anos e o lugar onde entrou em parinirvana.

Esta não será apenas uma viagem exterior no tempo, será sim uma viagem atual e interior onde vamos percorrer aspetos da nossa visão do mundo, conduta e hábitos.

Durante 15 dias, numa peregrinação com estudo e prática com Paulo Borges, conduzida por Daniela Velho, vamos percorrer os lugares sagrados da vida de Siddhartha Gautama e ter contacto com a Índia – o que só por si já é um ensinamento.

Programa de Viagem

  • Datas: 14 a 27 Outubro 2020
  • Alojamentos:Guest Houses, Mosteiros, Centros de Dharma e Hotéis
  • Refeições:Vegetarianas
  • Lugares limitados: 12 a 16 pessoas
  • Incluído: 2 Voos Domésticos + Alojamento 14 noites + 3 refeições vegetarianas diárias + Transportes terrestres e Guia Local + Actividades do programa + Estudo do Dharma de Buda e Prática de Meditação + Acompanhamento
  • Não incluído: Voos internacionais para Delhi (apoiamos na escolha dos voos) + Seguro de Assistência em Viagem (obrigatório) + e-Visa Índia (valor indicativo: 25 USD) + e-Visa Nepal (valor indicativo: 30 USD) + 1 almoço + Despesas pessoais, donativos e gorjetas
  • Acompanhamento: Paulo Borges e Daniela Velho
  • Investimento: 2.390€ (990€ na inscrição)

Nesta peregrinação, vamos estar em contato com a cultura e com a tradição indiana que colocou todo o seu foco na busca do crescimento interior, estudando a possibilidade de se transcender este patamar de existência mundana.

Rica em sabedoria espiritual, a Índia clássica contemporânea do Buda, presenteou toda a humanidade com conhecimento sobre a natureza da mente e da realidade, desafiando os limites da imaginação.  Mesmo para os olhos do Ocidente, só nos dias de hoje muitos destes conceitos e formas de ver a realidade começam a ser digeríveis e, até, de alguma forma enquadráveis numa perspetiva científica.

Esta é uma viagem destinada a praticantes, que de alguma forma já estejam familiarizados com o Dharma de Buda.

Uma peregrinação pela rota clássica budista onde vamos:

  • Explorar Varanasi, onde observamos a vida (e a morte), tal como ela é;
  • Absorver a energia do sagrado Rio Ganges, num passeio de barco, ao nascer do dia;
  • Fazer circum-ambulações em volta da Stupa onde foi proferido o primeiro discurso de Buda sobre As Quatro Nobre Verdades;
  • Visitar as ruínas de um mosteiro onde se diz que Buda passou muitas monções com a sua sangha monástica;
  • Descobrir o jardim sagrado onde Maya deu à luz Siddhartha;
  • Recordar a infalibilidade da impermanência, no local onde Buda entrou em parinirvana;
  • Explorar o Pico dos Abutres, onde Buda deu ensinamentos sobre a Realidade Última, ler o Sutra da Essência da Sabedoria Transcendente e recitar o seu mantra;
  • Visitar as ruínas de Nalanda, uma das mais antigas universidades do mundo, onde estudaram e ensinaram grandes sábios e seres realizados;
  • Sentar em meditação na árvore de Bodhi, onde Siddhartha transcendeu todas as aflições mentais, atingindo a iluminação;
  • Constatar que não há despertar sem a experiência de sofrimento;
  • Recolher inspiração para prosseguirmos no caminho do Dharma.


Itinerário

Chegada a Delhi, a capital da Índia e transfer para o Hotel. Ficamos alojados junto ao aeroporto, pois no dia a seguir a viagem continua rumo Varanasi.

Alojamento: Hotel ***

Depois do pequeno-almoço e de uma breve reunião de grupo, temos um voo doméstico que dará início a esta peregrinação. Almoçamos no aeroporto*.

Chegamos à inolvidável Varanasi, onde podemos contemplar a vida (e a morte), tal como ela é. Considerada uma das cidades mais antigas do mundo, Benares – como também é conhecida –, prostra-se perante o rio Ganges, com os seus imponentes ghats.

Jantamos e adormecemos já imbuídos pela forte energia da Índia que aqui se faz sentir tão intensamente.

Alojamento: Hotel *** | Horas em viagem: 01:25 voo doméstico + 02:00 transporte terrestre (estimativa) | *O almoço deste dia é no Aeroporto Doméstico e não está incluído no valor do programa.

Temos a oportunidade de absorver a energia de Varanasi, o que pode ser, por si só, um ensinamento. Fazemos um passeio a pé conduzido por um guia local, pelas ruelas, ghats e pelo crematório de Old Varanasi.

Varanasi é vida que fervilha nas ruas, no trânsito, nas gentes, nos animais, no ar que se respira. Mas é também morte: para os Hindus, morrer e ser cremado em Kasi (o nome original de Varanasi) é uma das maiores bênçãos que se pode alcançar em vida. Aqui, a morte pode estar ao virar da próxima esquina. E é também isso que torna este lugar tão forte e especial.

Terminamos a manhã a almoçar a street food emblemática desta zona da Índia. Na zona antiga de Varanasi, tradicionalmente só é permitida comida vegetariana.

A tarde é livre. Podemos explorar as ruas, as livrarias, o comércio local, os templos de Varanasi – com todas as suas cores vivas, odores intensos, confusão e magia intemporal. Ou podemos optar por deambular pelos ghats e observar os homens que lavam a roupa, sentar e admirar as vacas que se refrescam no rio, contemplar os Hindus que mergulham nestas águas abençoadas. Temos espaço e tempo para absorver a mística da Índia que pode ser tão impactante e também para descançar.

Ao final do dia, se quisermos assistir ao Aarti, uma cerimónia Hindu que se realiza aqui diariamente, dirigimo-nos para o ghat principal. Fogo, música e dança, onde Shiva é alvo da devoção dos seus fiéis, fazem parte desta celebração que atrai centenas de pessoas. Somos mais uma delas, no meio da multidão, entre locais, turistas e devotos.

Alojamento: Hotel ***

Acordamos muito cedo, antes dos primeiros raios de sol. Isto porque hoje vamos ver o nascer do dia de um barco no Ganges, caso o nível de água permita.

Os ghats têm outra beleza vistos desta perspetiva e este será um momento que, provavelmente, ficará para sempre nas nossas memórias. Se o caudal do Ganjes estiver muito elevado e não permitir o passeio de barco, veremos o nascer do sol desde os ghats.

Após o pequeno-almoço rumamos a Sarnath. Para um peregrino genuíno, este é um dos momentos mais significativos desta jornada: estar no local onde o Dharma foi ensinado pela primeira vez na nossa Era.

É dito que a primeira roda do Dharma começou, não quando Buda proferiu as primeiras palavras, mas quando a primeira pessoa compreendeu as suas palavras. Este discurso, o seu primeiro, sobre As Quatro Nobre Verdades, aconteceu aqui, no Parque dos Veados em Sarnath. Após a sua iluminação, Buda percorreu longos quilómetros desde Bodhgaya até aqui, para ensinar os seus antigos companheiros, com quem tinha uma profunda ligação.

Fazemos circum-ambulações em volta da Dhamekh Stupa, que marca o local onde Buda ensinou e, se o tempo assim o permitir, sentamo-nos, estudamos e meditamos em conjunto.

À tarde, visitamos um Instituto Superior de Estudos Tibetanos, onde almoçamos, e assistimos a uma Dharma Talk.

Regressamos, depois, a Varanasi, onde passamos mais uma noite.

Alojamento: Hotel *** | Horas em viagem: 02:00 (estimativa)

Após uma boa noite de descanso, meditação individual e aspirações para o dia, viajamos em direcção a Shravasti, onde Buda passou algum tempo. A viagem é longa e pode ser extenuante… Este dia é passado entre a contemplação do exterior (a paisagem) e a contemplação do interior (os ensinamentos).

Alojamento: Hotel *** | Horas em viagem: 10:00 (estimativa)

Estamos em Shravasti, onde se diz que Buda – tendo ensinado em muitos locais -, passou muitas monções (a época das chuvas). Em Jetavana Vihara, liderou retiros com a sua sangha monástica. O que resta deste mosteiro, hoje, são apenas ruínas.

Acordamos antes do sol raiar e saímos de manhã bem cedo para visitarmos este local. Os peregrinos com quem nos cruzamos, que recitam sutras e fazem orações, lembram-nos da importância de estarmos num local como este. Um lugar onde noutros tempos o Dharma floresceu com todo o seu esplendor, sob a liderança de um ser totalmente realizado.

Não vamos querer sair daqui sem trazermos à mente que a única coisa importante nesta vida é praticar o Dharma, ou seja, entrar na aventura de conhecer os mistérios desta existência e cultivar um coração bondoso para com todos os seres que têm o potencial de sofrer, de ser felizes e de Despertar.

Partimos, a meio da manhã, rumo a Lumbini, actualmente no Nepal. Esta será mais uma longa viagem (interior e exterior), onde temos a oportunidade de cultivar a paciência necessária para viajarmos tranquilamente tantas horas e passarmos uma fronteira terrestre na Índia, com a logística que é muitas vezes bastante demorada.

Chegamos a Lumbini, já após o pôr-do-sol, onde vamos ficar duas noites, alojados na Guest House de um Mosteiro.

Alojamento: Guest House de Mosteiro | Horas em viagem: 10:00 (estimativa)

Siddhartha nasceu no seio de uma família real no estado de Shakya, na Índia. Até à sua renúncia, aos 29 anos, foi aqui que viveu. Hoje este local fica em Lumbini, no Nepal.

Visitamos o Jardim Sagrado onde se diz que Maya deu à luz Siddhartha, quando se dirigia para a sua terra natal, onde era tradição as mulheres terem o primeiro filho. Aqui, hoje, existem muitos templos de diferentes tradições que, dada a importância deste lugar, foram sendo construídos ao longo dos tempos. Passamos a manhã neste lugar sereno e inspirador.

Almoçamos numa HomeStay, numa aldeia próxima, e, a seguir, descobrimos as ruínas do Palácio onde Siddhartha viveu até aos 29 anos com a sua família. Simbolicamente, saímos pela porta por onde ele também saiu quando renunciou à vida mundana, em busca da resposta para a origem e cessação do sofrimento.

Vamos, então, ao lugar onde Buda, depois de se iluminar, esteve durante cerca de três meses, com mais de 300 seguidores. Esta foi a sua primeira visita à família, desde a Grande Renúncia.

Regressamos a Lumbini, onde jantamos. Podemos, depois, utilizar o templo do Mosteiro onde estamos alojados para práticas pessoais antes de nos recolhermos.

Alojamento: Guest House de Mosteiro | Horas em viagem: 03:00 (estimativa)

De manhã muito cedo deixamos Lumbini. Passamos novamente pela fronteira entre a Índia e o Nepal, um local com um caos muito próprio, já bem nosso conhecido. O conforto da nossa casa parece ficção quando comparado com estas estradas. Abraçamos a magia que existe neste frenesim e percebemos que estar na Índia é, em si, uma experiência profundamente espiritual. Tratamos de toda a burocracia necessária e seguimos viagem.

Visitamos ao início da tarde Kushinagar, o local onde Buda entrou em parinirvana e onde se diz que o seu corpo foi cremado. Estar aqui lembra-nos da infalibilidade da “Impermanência”, de que todos os fenómenos compostos estão sujeitos à mudança e de que nem o corpo de um Buda dura para sempre. Neste local interiorizamos esta verdade, vendo todos os aspetos da nossa vida como impermanentes e sentindo a leveza de, na realidade, nunca termos possuído nada e de, por isso mesmo, não haver nada a perder.

Alojamento: Hotel *** | Horas em viagem: 09:00 (estimativa)

Iniciamos viagem em direcção a Vaishali, uma pequena vila rodeada por campos de arroz, bananeiras e pomares de mangas, onde chegamos para almoçar.

Este foi um lugar muito visitado por Buda. Aqui, no que um dia foi um importante Mosteiro, deu inúmeros ensinamentos aos seus discípulos, inclusivamente o seu último discurso. Nesse lugar, foi erguido pelo Imperador Ashoka um pilar com um leão, em memória desse último ensinamento.

Depois, visitamos o Shanti Stupa (uma World Peace Pagoda), construído com a intenção de propagar a paz pelo mundo.

Alojamento: Hotel *** | Horas em viagem: 04:00 (estimativa)

Iniciamos viagem em direcção a Rajgir, mas a caminho paramos em Nalanda, onde almoçamos.

À tarde visitamos o Xuang Zang Memorial. Xuang Zang foi um monge chinês peregrino que fez 50 mil quilómetros sem mapa, em 17 anos, da China até à Índia. Visitou, entre muitos outros, os lugares sagrados que estamos a visitar, nesta peregrinação. Depois de regressar à China, passou 19 anos a traduzir 1.235 volumes com textos budistas com uma enorme concentração. É graças à sua dedicação e legado que hoje podemos fazer esta peregrinação.

Dirigimo-nos, então, para o local onde se encontra o complexo de ruínas da Universidade de Nalanda, conhecida por ter sido um dos maiores centros de conhecimento mundiais. É considerada como uma das mais antigas universidades do mundo (foi fundada no século V a.C.). Se o mundo moderno inovou em matérias de conforto e tecnologia, a Índia clássica inovou e revolucionou em muitos aspetos a forma como habitualmente encaramos e vemos a realidade. Desafiando o intelecto, grandes mestres exploraram domínios de existência mais subtis e vieram a descobrir muitos mistérios da natureza da consciência. Deram ensinamentos intemporais e tão necessários para um mundo atual que urge por uma cura. Para além dos estudos budistas, também era aqui ensinada ciência, astronomia, medicina, lógica, arte, literatura, yoga, vedanta, entre outras disciplinas. Grandes sábios e seres realizados da Índia ensinaram e estudaram aqui. São os casos de Nagarjuna, Aryadeva, Dharmakirti, Santideva, Atisha e Asanga. No seu apogeu, Nalanda teve dez mil alunos e dois mil professores.

Alojamento: Hotel *** | Horas em viagem: 05:00 (estimativa)

Perto de Rajgir, Buda ensinou um dos temas centrais no budismo Mahayana, girando a Segunda Roda do Dharma: a ausência de existência intrínseca dos fenómenos, também conhecida como vacuidade (Sunyata). Foi aqui que Buda deu os ensinamentos sobre a Realidade Última. E é precisamente aqui que passamos algum tempo, no Pico dos Abutres, um local de extrema importância para os praticantes do Dharma. Fazemos uma caminhada pelo Monte Gridhrakuta que nos leva ao Pico dos Abutres, logo pela manhã. Mas antes, passamos por duas grutas: a primeira onde Ananda atingiu o despertar e a segunda onde Sariputra tornou-se um Arhat. Sentamo-nos por algum tempo na gruta de Ananda, um refúgio resguardado do caminho principal.

Continuamos a subir até um dos lugares preferidos de Buda: um silencioso penhasco, propício ao recolhimento, onde passou bastante tempo em meditação e ensinou o Sutra do Prajnaparamita (o Sutra da Transcendente Perfeição da Sabedoria). Sentamo-nos, também nós, aqui, em recolhimento e contemplação, depois de recitarmos este Sutra.

Descemos antes do almoço, numa caminhada silenciosa. Almoçamos e começamos a nossa viagem rumo a Bodhgaya.

Após mais um longo dia, entre visitas a lugares preciosos e estrada, chegamos ao nosso destino, a tempo do jantar. Assim como a beleza e o esplendor de uma flor de lótus necessita do lodo para existir, não há verdadeiro despertar sem a experiência de sofrimento: é isso que nos invade os sentidos quando chegamos a Bodhgaya.

Alojamento: Guest House de Centro de Dharma | Horas em viagem: 05:00 (estimativa)

Depois do pequeno-almoço, visitamos pela primeira vez o MahaBodhi Temple, onde está uma descendente da árvore original de Bodhi. Foi aqui que, sob uma figueira no que hoje é um imponente complexo, Siddhartha venceu todos os seus mais profundos medos e tentações, transcendendo todas as aflições mentais e atingindo a iluminação. Assim nasceu, na nossa era, o Caminho do Meio. Caminho esse que transcende todos os extremos possíveis. Fazemos circum-ambulações em volta do templo, prostrações, oferendas e sentamo-nos em meditação. Passamos aqui quase toda a manhã.

Depois, temos algum tempo livre para compras, almoçamos num restaurante local onde os peregrinos indianos costumam comer e saímos para visitar uma gruta onde se acredita que Siddhartha Gautama esteve em meditação, nos seus tempos de asceta rigoroso. Após seis anos de profundo asceticismo, Siddhartha compreendeu que a felicidade genuína (ou libertação) não está no extremo do deleite nos prazeres dos sentidos, mas também não está na privação total de sustento.

Regressamos à Guest House do Centro de Dharma onde estamos alojados, jantamos e recolhemo-nos.

Alojamento: Guest House de Centro de Dharma | Horas em viagem: 3:00 (estimativa)

Voltamos, antes do sol nascer ao MahaBodhi Temple, para a puja matinal. Dedicamos mérito para benefício de todos os seres e, depois do pequeno-almoço, temos a sessão final de despedida com Paulo Borges onde dedicamos mérito para benefício de todos os seres.

Despedimo-nos de Bodhgaya, cheios de inspiração recolhida nos locais visitados. Apanhamos um voo para Delhi ao início da tarde, vamos pernoitar numa das zonas mais centrais de Nova Delhi. Chegamos ao final do dia, a tempo do jantar.

Alojamento: Guest House *** | Horas em viagem: 01:35 (voo local) + 2 horas (estimativa)

Após o pequeno-almoço, termina este programa. Se o horário do nosso voo de regresso assim o permitir, aventuramo-nos e vamos conhecer esta intensa capital da Índia. Podemos explorar a mítica Old Delhi, visitar um templo Sikh onde diariamente são servidas refeições gratuitas a todos, sem excepção, ou descobrir uma comunidade de refugiados tibetanos (uma pequena Dharamshala), entre outras possíveis experiências.

Partimos com a motivação renovada, inspirados por tantos lugares preciosos que visitamos.

Paulo Borges E DANIELA VELHO

Paulo Borges e Daniela Velho acompanham esta peregrinação “Pelo Caminho de Siddhartha”. Seguem ambos a via do Buda, respectivamente desde 1983 e 2010, segundo as tradições Nyingma e depois Kagyu do budismo tibetano, tendo actualmente como principal mestre Mingyur Rinpoche.

Integram a partir de 2012 os ensinamentos de Thich Nhat Hanh da escola Linji (Rinzai) do budismo Ch’an / Zen. São também alunos do médico e professor budista tibetano Nida Chenagtsang. Integram grupos de estudo e prática internacionais, bem como os programas de formação da Comunidade Internacional de Meditação Tergar, sob a orientação de Mingyur Rinpoche. 

São líderes de prática do Grupo de Prática Tergar de Lisboa. São fundadores dos Projectos Visão Pura e Viagens do Despertar, que visam promover a formação na área do desenvolvimento da consciência através de programas de formação online e presenciais, de imersões na natureza, de retiros, de viagens, entre outros. 

São fundadores e respectivamente presidente e vice-presidente do Círculo do Entre-Ser, associação filosófica e ética, que visa promover uma ética e uma espiritualidade laicas e holísticas, transversais a crentes e descrentes. São autores de programas de formação, formadores e instrutores em cursos, workshops e retiros na área da meditação e co-autores do livro Os Animais nossos Próximos – Antologia do amor humano aos animais (da Antiguidade a Fernando Pessoa).

Paulo Borges é, ainda, Professor de meditação e filosofia budista desde 1999, Professor de Filosofia da Religião, Pensamento Oriental e Filosofia e Meditação na Faculdade de Letras Universidade de Lisboa. Professor de Medicina e Meditação e de módulos do Mestrado em Cuidados Paliativos e da Pós-Graduação em Luto na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. 

Cofundador e ex-presidente da União Budista Portuguesa (2002-2014). Ex-presidente e membro da Direcção da Associação Agostinho da Silva. Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade de Ética Ambiental. 

Tradutor de livros budistas e autor e organizador de 54 livros, entre os quais O Budismo e a Natureza da Mente (2006, com Carlos João Correia e Matthieu Ricard), O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa (organizador, com Duarte Braga) (2007), Descobrir Buda (2010), Quem é o Meu Próximo? (2014), O Coração da Vida. Visão, meditação, transformação integral (guia prático de meditação) (2015), Do Vazio ao Cais Absoluto ou Fernando Pessoa entre Oriente e Ocidente (2017), Meditação, a Liberdade Silenciosa. Da mindfulness ao despertar da consciência (2017), Vazio e Plenitude ou o Mundo às Avessas (2018) e O Sorriso do Buda (2020).

Notas: 1) Este programa está sujeito a alterações, dependendo de condicionantes relacionadas com factos alheios à organização, não perdendo, no entanto, nunca a sua essência. 2) Esta viagem será acompanhada por Paulo Borges e Daniela Velho. Caso por motivos de força maior não possam acompanhar o grupo, serão substituídos por outros professores / líderes de viagem, com características e valores equivalentes, que cumprirão as funções previstas, mantendo-se o programa de viagem. 3) Todas as actividades mencionadas estão incluídas no programa, assim como os transportes para as mesmas. 4) As roupas utilizadas, em todos os locais onde vamos estar, assim como a conduta de cada viajante, devem respeitar os costumes e a cultura local. 5) Esta viagem, pelas suas características, é destinada apenas a praticantes, que de alguma forma já estejam familiarizados com o Dharma de Buda. 6) Somos uma empresa comprometida com uma politica de Turismo Sustentável, assim pedimos que seja um viajante consciente, que leia as nossas recomendações (aqui) e que siga as sugestões relacionadas com sustentabilidade que serão dadas antes e durante esta peregrinação. 7) As viagens que organizamos são exclusivamente vegetarianas. Quando as refeições são feitas em sistema buffet, por vezes existem opções não vegetarianas que não são para o nosso grupo. Quando isso acontecer, pedimos que respeite o cariz vegetariano da viagem e que opte apenas por alimentos que não incluam nem carne, nem peixe.

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