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	<title>Clausura &#8211; Macro Viagens</title>
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	<description>Viagens espirituais para a Índia e muito mais</description>
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	<title>Clausura &#8211; Macro Viagens</title>
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		<title>Covid-19: como viver uma &#8220;clausura&#8221; significativa, em liberdade e paz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diana Chiu Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2020 11:10:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dharma]]></category>
		<category><![CDATA[Clausura]]></category>
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					<description><![CDATA[Em tempos como estes, de isolamento involuntário para conter o Covid-19, ninguém melhor do que as monjas que vivem em clausura voluntária para nos darem conselhos. Estes, curiosamente, podem ser tempos auspiciosos (de liberdade, de oração, de reflexão e de paz), ou podem ser tempos conturbados, de sofrimento, como muita gente os está a viver. [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Em tempos como estes, de isolamento involuntário para conter o Covid-19, ninguém melhor do que as monjas que vivem em clausura voluntária para nos darem conselhos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes, curiosamente, podem ser tempos auspiciosos (de liberdade, de oração, de reflexão e de paz), ou podem ser tempos conturbados, de sofrimento, como muita gente os está a viver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, cujo original podem encontrar <a href="https://www.snpcultura.org/dez_conselhos_de_uma_monja_de_clausura_para_viver_na_cela_de_casa.html#.XnTZOqDKucb.facebook" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">neste site</a>, as carmelitas descalças oferecem os seus conselhos, baseados na sua experiência de vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">10 conselhos de uma monja de clausura para quem está a viver na “cela” de casa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sabem de confinamento e reclusão mais do que ninguém: as carmelitas descalças de Cádiz oferecem os seus conselhos baseados na sua experiência de vida aos que, agora, se vêem obrigados a ficar em casa.</p>



<h3 class="wp-block-heading">1 &#8211; Atitude de liberdade na clausura</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O mais importante é a atitude com que se vive, a interpretação pessoal que se faz da situação, a consciência de que não se trata de uma derrota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paradoxalmente, esta pode ser uma oportunidade para descobrir a maior e mais genuína liberdade: a liberdade interior que ninguém pode tirar, e que procede da própria pessoa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Num contexto em que as autoridades “obrigam” a estar em casa, a liberdade consiste na adesão voluntária, sabendo que é por um bem superior. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É livre aquele que tem a capacidade de assumir a situação porque quer fazer o correto. Não se está encerrado em casa, antes, optou-se por nela permanecer “livremente”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2 &#8211; Paz onde a alma se amplia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Olhe para dentro de si próprio, o espaço mais amplo para a pessoa se expandir e ser feliz está no seu coração. Não são necessários espaços exteriores, mas andar folgadamente no próprio mundo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dê asas à criatividade, escute as suas próprias inspirações, e encontre a beleza de que é capaz. Talvez ainda não tenha descoberto que da paz da alma brota vida… a vida é criação de mais vida, comunicação de alegria e amor. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se acostumar a viver em si, já não quererá sair.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3 &#8211; Não se descuide, a paz requer trabalho</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Exercite virtudes que requerem concentração e autoconhecimento, essas que normalmente se descuidam quando se está ocupado nos mil e um afazeres “externos”. De como se encara as próprias emoções e pensamentos, da gestão dos sentidos e paixões, depende se se vive no céu ou no inferno. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Observe-se e domine-se, porque se se deixar levar pelo medo, pela tristeza ou pela apatia, dificilmente se sairá delas, já que não há muitas evasões. Exerça disciplina sobre o seu coração: quando algum pensamento não lhe fizer bem, rejeite-o. Procure inclinar-se para tudo aquilo que note que lhe dá paz e alegria&#8230; a harmonia tem de trabalhar-se.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4 &#8211; Ame</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A questão de fogo destes dias será a convivência. Perante a crise causada pela pandemia as pessoas ficam mais susceptíveis e, inclusive, irritáveis. É preciso ser-se muito paciente e usar muito o senso comum. Somos diferentes, cada qual tem uma sensibilidade distinta por múltiplas circunstâncias. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceite e respeite as opiniões e sentimentos dos outros. É muito normal, quando se está em casa, a tendência para querer controlar tudo… Procure não o fazer, seria causa de muitos conflitos e frustrações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não dê importância às diferenças, potencie as coisas que unem. O único terreno que realmente lhe pertence é a sua própria pessoa: os seus pensamentos, palavras e emoções; não controle, controle-se. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do amor extrairá compreensão e empatia, vontade de dar e agradecimento ao receber. Respeite, acolha a fragilidade, desdramatize, viva e deixe viver.</p>



<h3 class="wp-block-heading">5 &#8211; Não mate o tempo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nada poderá criar-lhe uma sensação tão grande de vazio e fastio como passar o tempo inutilmente. É um inimigo gravíssimo que lhe poderá roubar a paz, e até colocá-la em depressão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Faça um plano para estes dias, e tente vivê-lo com disciplina. Descanso e ocupação não são antagónicos, aproveite para descansar realizando atividades que a relaxem ou que estimulem um ânimo positivo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dê tempo nas coisas simples: que o grão-de-bico se torne tenro, que o assado demore a ficar cozinhado… temos tempo! Mesmo que um guisado lhe leve duas horas, desfrute de o fazer, e empenhe-se em que as coisas que faz, por simples que sejam, tenham valor e uma finalidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nada de perder tempo sem sentido, “matar o tempo” é matar a vida.</p>



<h3 class="wp-block-heading">6 &#8211; Alargue as suas fronteiras</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quantas vezes se deixou de fazer o que se devia por falta de tempo. Pois bem, agora temo-lo! Esse livro que lhe ofereceram há três anos e que não leu, aquele que ainda não devolveu porque ficou pela metade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se gosta de música, procure novos artistas, descubra novos géneros. Apetece-lhe uma viagem? Pense num país exótico e aprenda sobre a sua cultura e tradições… temos internet também para isso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se é pessoa de fé e oração, talvez não saiba o que rezar porque já esgotou tudo o que sabia. Por que não experimenta a liturgia das horas? Descarregue-a no seu telemóvel; procure os escritos de algum santo, seguramente vai encontrar muitas coisas que lhe encherão a alma de novas luzes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se conforme com o que conhece e sabe… agora que há oportunidade, abra-se a novidades que lhe acrescentem sabedoria e a encham de alegria.</p>



<h3 class="wp-block-heading">7 &#8211; Para as (pessoas) mais sensíveis</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todos dominam as emoções de igual maneira. Haverá pessoas para quem, pela sua psicologia, lhes custará muito mais este confinamento do que a outras. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As emoções não só provêm do interior; também aquilo que se vê, escuta, toca, etc. influencia. Por isso, é preciso ser-se seletivo com aquilo que se recebe do exterior, para evitar entrar em círculos viciosos que envolvam em desespero ou façam perder o controlo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Evite-se, na medida do possível: conversas pessimistas, discussões, más caras, excesso de informação, filmes de terror ou intriga, desordem dentro de casa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como não há muitas evasões que façam mudar de “chip”, tudo o que entra no cérebro nele permanecerá mais tempo do que o habitual; por isso, é preciso ter cuidado para não se ficar obcecado, ou permitir aninhar uma emotividade negativa no interior. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O excesso de ecrãs também é mau porque estimula em demasia e o cérebro, e provoca mais nervosismo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há que dormir bem, mas em excesso pode causar a sensação de fracasso ou derrota. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um remédio muito bom para canalizar a energia e relaxar é dançar. Ponha boa música e divirta-se a dançar.  </p>



<h3 class="wp-block-heading">8 &#8211; Não está isolada</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É importante compreender que não há motivo para se sentir só, pois não se está. O amor e o carinho dos teus continua, mesmo que o contacto físico se tenha distanciado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é uma oportunidade para viver a comunicação a um nível mais profundo, mais íntimo. Fale com quem está em casa com tranquilidade, sem pressas, escute-os até que terminem, deixe que o diálogo faça crescer a confiança e as confidências construam cumplicidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Diga aquilo que nunca tem tempo de dizer, conte o que sempre quis contar, fale de tudo e de nada, mas com carinho, que é o que chega à alma e nela se aninha. Responda àquela mensagem de Natal que não agradeceu, a carta que a emocionou e à qual estava a preparar uma resposta, àquele “e-mail” de uma velha amizade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Procure palavras com beleza, tente dar expressão aos seus sentimentos mais nobres… Fale com o coração e crie laços muito mais profundos com os seus. Descobrirá que a distância não é ausência.</p>



<h3 class="wp-block-heading">9 &#8211; Dia de reflexão</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para não se angustiar, também é conveniente procurar momentos de silêncio e solidão. Na organização do tempo para estes dias, inclua espaços de “oxigenação” individual. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quantas pessoas já alguma vez disseram: «Como gostaria de me retirar alguns dias para um mosteiro». Pois bem, a ocasião está aqui, em casa. Habitualmente as pessoas cansam-se por causa da aceleração das suas horas, como se a rotina diária não desse tempo para assimilar o que se vive. Esperamos mudanças substanciais na sociedade, «isto não pode continuar assim». </p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora temos esta oportunidade para nos metermos num casulo como a lagarta que se converte em borboleta. Reflita, pense, medite… Que posso mudar em mim para ser melhor depois destes dias?&#8230; </p>



<p class="wp-block-paragraph">A separação das coisas que normalmente temos entre mãos ajudará a ver se realmente se está a pôr o acento naquelas que importam, em vez daquelas que podem ser secundarizadas, quais são as insubstituíveis, etc. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um bom discernimento para melhorar fará com que estes dias sejam de muito proveito. Homens e mulheres novos depois desta crise.</p>



<h3 class="wp-block-heading">10 &#8211; Reze</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Só a oração (que é o vínculo de amizade com Deus) pode sustentar a vida em todas as situações, especialmente nas adversas. Oração, que como diria Santa Teresa, «ainda que a diga à sobremesa, é o principal». </p>



<p class="wp-block-paragraph">Orar é abrir-se a esse “Outro” que pode sustentar-nos quando se precisa de ajuda; mas também quando se está bem, orar é sustentar outros que precisam. É a experiência mais universal do amor. Ore, fale com Deus, as horas passarão sem que se dê conta: fale-lhe de tudo, Ele não se cansa de a escutar, desafogue-se com Ele quando necessitar, e, porque não?, deixe que também Ele se desafogue consigo, é o seu Pai, seu Irmão, seu Amigo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Exercite a sua fé e a sua confiança. Se deixou a relação com Deus no vestido da sua primeira comunhão, volte a experimentá-lo, agora há tempo e serenidade para conversar com Ele. Talvez não acredite porque nunca o experimentou. E se tentar?&#8230;&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>In Carmelitas Descalças de Cádiz<a rel="noreferrer noopener" href="https://carmelitasdescalzascadiz.wordpress.com/2020/03/17/10-consejos-de-una-monja-de-clausura-para-vivir-los-dias-de-confinamiento-y-no-morir-en-el-intento/" target="_blank" class="rank-math-link"><br></a>Tradução: Rui Jorge Martins<a rel="noreferrer noopener" href="https://carmelitasdescalzascadiz.wordpress.com/2020/03/17/10-consejos-de-una-monja-de-clausura-para-vivir-los-dias-de-confinamiento-y-no-morir-en-el-intento/" target="_blank" class="rank-math-link"><br></a>Publicado em&nbsp;20.03.2020 <a href="https://www.snpcultura.org/dez_conselhos_de_uma_monja_de_clausura_para_viver_na_cela_de_casa.html#.XnTZOqDKucb.facebook" class="rank-math-link" target="_blank" rel="noopener">aqui</a></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para outros artigos sobre este tema, clique consulte a <a href="https://macroviagens.pt/category/dharma/" class="rank-math-link">categoria Dharma</a>.</p>
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