Himalaias Indianos – Peregrinação Budista – Viagem em grupo – Junho 2019 – Macro Viagens
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HIMALAIAS INDIANOS - PEREGRINAÇÃO BUDISTA c/ PAULO BORGES


Impacto cultural: ★★★★★★★★★☆
Nível de conforto: ★★☆☆☆☆☆☆☆☆
Ritmo da Viagem: ★★★★★★★★☆☆


Esta é uma peregrinação pelos misteriosos Himalaias Indianos, que começa em Shimla, desvenda alguns dos intocados Mosteiros Budistas que se escondem nas remotas aldeias do Vale Spiti e termina em Dharamshala, onde está exilado S. S. o 14º Dalai Lama. Durante esta viagem, para além das lições informais que vão surgindo naturalmente do contacto próximo com as culturas Indiana e Tibetana, vamos desfrutar ainda da companhia de Paulo Borges, praticante da via do Buda, que facilitará sessões de meditação e ensinamentos.

PROGRAMA DE VIAGEM

  • Datas: 8 a 23 de Junho 2019
  • Convidado especial: Paulo Borges
  • Locais a visitar: Shimla, Vale Spiti e Dharamsala
  • Alojamento: Hotéis (3 noites), Guest Houses e Home Stays (9 noites), Tendas (1 noite) e Autocarro (1 noite)
  • Refeições: Vegetarianas
  • Lugares limitados: 16 pessoas
  • Tudo Incluído: Voos Internacionais + Alojamento 15 noites + 3 refeições vegetarianas diárias + Transportes terrestres e aéreos locais + Permissão para viajar em território protegido (ILP) + Actividades do programa + Donativos para Templos e Mosteiros + Sessões de Meditação e ensinamentos c/ Paulo Borges + Guia local e motoristas privados nos Himalaias + Acompanhamento por 2 viajantes experientes + Seguro de Viagem
  • Investimento: 2.790€

Uma peregrinação Budista onde vamos: descobrir algumas das relíquias do Budismo Tibetano, que se escondem nas majestosas montanhas dos Himalaias; desfrutar dos ensinamentos diários de um praticante genuíno que nos acompanha durante toda esta jornada; conhecer outros praticantes, desde monges a leigos das aldeias locais; dedicar-nos à prática da meditação; ter tempo para interiorizar todas estas vivências. Trata-se de uma viagem em grupo à Índia, sim, mas trata-se especialmente de uma viagem interior individual. É um programa destinado apenas a quem tem genuíno interesse por receber ensinamentos budistas e a quem está disponível para uma viagem profunda, física e emocionalmente desafiante. Esta não é uma proposta turística, é uma viagem de estudo e prática.

Um mergulho profundo na Índia Budista, que tantas vezes se assemelha ao Tibete. Aqui, vamos vivenciar:

  • Os dias em viagem por intermináveis estradas que serpenteiam montanhas rochosas, quase desérticas;
  • A imensidão dos Himalaias, que nos faz pôr em causa a nossa real dimensão e importância;
  • As remotas aldeias do Vale Spiti, a terra do meio entre a Índia e o Tibete, que parecem intocadas pelo passar do tempo;
  • As picantes refeições tradicionais Tibetanas e Indianas, que aquecem e confortam;
  • O convívio com as comunidades locais de costumes singulares;
  • A descoberta de alguns dos mais antigos e intocados Mosteiros Budistas Tibetanos;
  • As Bandeirinhas que espalham orações ao vento para benefício de todos os Seres;
  • Os preciosos ensinamentos diários – formais e informais -, que vamos recebendo e interiorizando;
  • Um dia passado num mosteiro de monjas Budistas tibetanas;
  • Os dias sem internet e sem rede de telemóvel, completamente desconectados do mundo, mas muito mais profundamente conectados connosco mesmos;
  • A visita ao Templo onde S. S. o 14th Dalai Lama vive, exilado;
  • As centenas de livrarias e lojas em McLeod Ganj completamente dedicadas ao comércio de artigos espirituais;
  • Um regresso a casa com a motivação renovada para prosseguirmos no caminho do Dharma.
INSCRIÇÕES

ITINERÁRIO

Dia 1: Nova Delhi

Chegada a Nova Delhi e primeiro contacto com a Índia.

Alojamento: Hotel ***

Dia 2: Delhi - Shimla

Cansados, mas disponíveis para novas experiências e ansiosos por mergulhar nos Himalaias, viajamos para Shimla, uma jornada que ocupa todo o nosso dia. Chegamos à Guest House onde vamos ficar instalados nas próximas duas noites, já de noite. Jantamos e recolhemo-nos cedo.

Alojamento: Guest House *
Horas em viagem: 06:00 (estimativa)

Dia 3: Shimla

Visitamos esta cidade tão particular e de casas tão coloridas, que em tempos foi a capital de Verão do governo da Índia britânica, e recuperamos das longas viagens dos dias anteriores. Estamos a 2.000 metros de altitude, num local que se assemelha uma estância de neve europeia, caso não tivesse algumas das particularidades que só se encontram na Índia e que tornam este país único. Subimos e descemos as ruas de Shimla, cruzamo-nos com vários macacos que passeiam por aqui, lado-a-lado com a população local, turistas ocidentais e turistas indianos, visitamos um café gerido pelos reclusos de uma penitenciária, num projecto pioneiro de integração social. E descansamos. Se tivermos coragem, aventuramo-nos numa caminhada montanha a cima, até ao templo dos macacos.

Alojamento: Guest House *

Dias 4 a 10: Vale Spiti

Partimos de manhã cedo pelos caminhos sinuosos dos Himalaias, em direcção ao Vale Spiti. Os próximos dias são passados em estradas por vezes assustadoras, mas estranhamente hipnotizantes. As paisagens vão-se alterando, conforme mergulhamos no Spiti. São muitas vezes áridas e rochosas, com um precipício de um dos lados da estrada e montanha do outro, fazem-nos perspectivar a importância que realmente temos – ou a que atribuímos a nós mesmos. Encontramos, pelo caminho, alguns animais selvagens, que nos observam. A curiosidade e o receio são mútuos. Temos a sensação de estar num outro tempo, sem tempo definido, não sabemos muito bem se no passado ou no futuro… Mas tentamos manter-nos no momento presente. Visitamos aldeias, conhecemos famílias com costumes, para nós, singulares. Percebemos como a nossa vida é tão facilitada comparativamente à vida árdua que esta gente tem… Bebemos um Chá de Gengibre, que aquece e conforta.

Lamas abrem-nos as portas de Mosteiros Budistas Tibetanos, alguns dos mais antigos do mundo, quase intocados, onde se escondem tantas riquezas: pinturas feitas com tintas naturais cuja cor está desbotada pelo passar dos séculos, estátuas impressionantes de Bodhisattvas, centenas de Tangkas,… Jantamos em casas de famílias e percebemos como a espiritualidade está tão presente na vida quotidiana desta gente. Passamos uma tarde num Mosteiro de Monjas e ficamos a conhecer o seu dia-a-dia. Conversamos com elas, almoçamos no Mosteiro e recebemos ensinamentos.

Deslumbramo-nos com as paisagens, mesmo com as áridas, apaixonamo-nos pelas aldeias por onde passamos e vibramos com pequenos detalhes que nos surpreendem a todo o instante. No carro, nas muitas horas de viagem diárias que fazemos, refletimos sobre as experiências que temos tido e sobre os desafios que a vida moderna nos oferece, em silêncio.

Usufruímos dos ensinamentos e das sessões de meditação que Paulo Borges nos faculta, em lugares idílicos, e temos muitas vezes a oportunidade de falar e colocar questões a alguns dos Lamas, Monges e Monjas dos Mosteiros que visitamos. Fazemos um pequeno trekking até um lago, deixando que o sol nos abrace. Subimos até à aldeia mais alta do mundo com ligação por estrada, de onde enviamos um postal para casa do Posto dos Correios mais alto do mundo.

Deixamos Bandeiras de Oração em alguns dos locais por onde passamos. Bandeiras essas que se juntam às centenas de outras, coloridas, que baloiçam ao vento, espalhando preces e orações. Dormimos algumas noites em aldeias, fazemos as refeições em casas de famílias, aconchegados na cozinha, sentados no chão, junto à salamandra, outras em Guest Houses simples, mas acolhedoras, algumas em restaurantes locais de beira de estrada e passamos, ainda, uma noite numa tenda imersos na natureza.

Alojamento: Guest Houses *, Home Stays * e Tenda
Horas em viagem: entre 02:00 a 09:00 por dia (estimativa)

Dia 11: Shimla

Este dia começa cedo e é passado completamente em viagem, de regresso a Shimla, apenas de passagem, onde dormimos antes de continuarmos a viagem para McLeod Ganj (Dharamsala).

Alojamento: Guest House *

Horas em viagem: 09:00 (estimativa)

Dia 12: McLeod Ganj (Dharamsala)

Chegamos a McLeod Ganj ao final de mais um dia em viagem. Jantamos, deitamo-nos cedo e preparamo-nos para, no dia seguinte, descobrirmos o local onde vive exilado S. S. o 14º Dalai Lama.

Alojamento: Hotel ****
Horas em viagem: 10:00 (estimativa)

Dia 13: McLeod Ganj (Dharamsala)

Visitamos o Templo onde S. S. o 14º Dalai Lama vive, em refúgio e fazemos aqui uma sessão de meditação. Temos tempo livre para explorar as ruelas que rodeiam a sua casa, visitamos livrarias completamente dedicadas à espiritualidade, escolhemos uma Tangka para levarmos de recordação e percorremos os milhares de bazares com artigos budistas. Jantamos e recolhemo-nos.

Alojamento: Hotel ****

Dia 14: McLeod Ganj (Dharamsala)

De manhã, visitamos um Instituto de preservação da cultura e arte tibetana. Vamos poder observar artesãos e aprendizes a pintarem tangkas, a fazerem estátuas, tecelagem, pintura de madeira e outras artes sagradas. Para além disso, podemos explorar um museu dedicado aos trajes e cultura das diferentes regiões do Tibete. A tarde é livre, para exploração pessoal.

Jantamos cedo e começamos a despedirmo-nos destes dias que vivemos nos Himalaias e a prepararmo-nos para a uma viagem de autocarro, durante a noite, até à caótica Delhi.

Alojamento: Noite passada em autocarro nocturno
Horas em viagem: 10:00 (estimativa)

Dia 15: Delhi

Chegamos de manhã a Delhi, tomamos o pequeno-almoço e descansamos. Este último dia é completamente livre, preparamo-nos para a viagem internacional de regresso a casa, que vai acontecer a seguir ao jantar.

A temperatura exterior está muito alta, mas se tivermos vontade deslocamo-nos de metro para Old Delhi, onde almoçamos livremente, passeamos pelas ruas e vielas estreitas com milhares de bazares, onde vendedores, turistas, indianos, vacas, cães e todo o tipo de transportes imagináveis se cruzam e misturam, ao som ensurdecedor das buzinas. Temos tempo para explorar, se quisermos podemos ir ao Templo de Lótus, ao Little Tibet ou explorar a Connaught Place. Despedimo-nos desta agitação, destes sabores e aromas intensos que vão deixar saudades. Constatamos que nos apaixonámos por este país de contrastes e vivemos as últimas emoções fortes. Jantamos todos juntos e partimos, de seguida, para o Aeroporto Internacional, rumo a casa.

Alojamento: Hotel **

Dia 16: Portugal

Chegamos a Portugal com a motivação renovada para prosseguirmos no caminho do Dharma.

CONVIDADO: PAULO BORGES

Paulo Borges é praticante da via do Buda desde 1983 na escola Nyingma do budismo tibetano. Recebeu os principais ensinamentos e transmissões de Dilgo Khyentse Rinpoche, Trulshik Rinpoche, Sua Santidade o Dalai Lama, Tenga Rinpoche, Sua Santidade Sakya Tridzin, Jigme Khyentse Rinpoche, Pema Wangyal Rinpoche e Mingyur Rinpoche. Concluiu o ngondro, as práticas preliminares do budismo tibetano, sob a orientação de Jigme Khyentse Rinpoche e Tulku Pema Wangyal Rinpoche, nos retiros paralelos em França e Portugal que frequenta desde 1999 até hoje. Segue desde 2016 as formações Joy of Living e Nectar of the Path sob orientação de Mingyur Rinpoche. Integra os ensinamentos de Thich Nhat Hanh desde 2012.

É um dos coordenadores do Grupo de Prática Tergar de Lisboa. Cofundador e ex-presidente da União Budista Portuguesa. Cofundador e presidente do Círculo do Entre-Ser. Criador do programa de formação O Coração da Vida. É professor de Filosofia da Religião, Pensamento Oriental e Filosofia e Meditação na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Tradutor de livros budistas e autor e organizador de 48 livros de ensaio filosófico, aforismos, poesia e teatro, entre os quais: O Budismo e a Natureza da Mente (com Carlos João Correia e Matthieu Ricard), Descobrir Buda, O Coração da Vida (guia de meditação), Meditação, a Liberdade Silenciosa e Vazio e Plenitude ou o Mundo às Avessas.

Em setembro 2018, Paulo Borges acompanhou a primeira edição desta peregrinação Budista aos Himalaias Indianos, que incluiu também, na altura, visita a outros locais sagrados. Volta agora, em Junho de 2019, ao Vale Spiti, para acompanhar mais um grupo, propondo-se a dar ensinamentos e sessões de meditação ao longo desta jornada.

Notas: 1) Este programa está sujeito a alterações, dependendo de condicionantes relacionadas com factos alheios à organização, não perdendo, no entanto, nunca a sua essência. 2) Todas as actividades e ensinamentos mencionados no programa, estão incluídos e não têm qualquer custo extra associado. 3) A organização não acompanha o grupo nos voos internacionais entre Portugal e a Índia, mas estará no primeiro dia à espera do grupo no Aeroporto Internacional de Delhi. No último dia, a organização despede-se do grupo no Aeroporto. 4) As roupas utilizadas, em todos os locais onde vamos estar, assim como a conduta de cada viajante, devem respeitar os costumes e a cultura local. 5) As refeições são sempre tradicionais – Tibetanas ou Indianas – e poderão ser bastante picantes. Algumas refeições são feitas em restaurantes de beira de estrada ou em casas de famílias, com as condicionantes a nível de diversidade e limpeza que isso implica. No entanto todos os locais são seguros, desde que as regras da organização sejam cumpridas. Todas as refeições estão incluídas, excepto o almoço do último dia em Delhi. 6) Os alojamentos são muito simples, podendo não ter as condições de limpeza e conforto a que estamos habituados. 7) Este programa é exigente. Pede-se genuíno interesse por receber ensinamentos Budistas e por praticar, esta não é uma viagem turística. 8) Somos uma empresa comprometida com Turismo Sustentável, assim pedimos que leia o nosso guia de boas práticas, para que possa ser um viajante (aqui) cada vez mais consciente. 9) Recomendamos que, antes de se inscrever, leia o programa completo (aqui), os Termos e Condições da Macro Viagens (aqui) e veja quem somos (aqui).

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